O porta-voz da Presidência da Argentina, Manuel Adorni, desmentiu na última quarta-feira (19) a existência de um “pacto de impunidade” com o ex-presidente Jair Bolsonaro, para decidir sobre a concessão de asilo político a investigados e condenados pelos ataques aos Três Poderes da República do Brasil em 8 de janeiro do ano passado. Adorni reforçou que qualquer decisão sobre pedidos de extradição será tomada pela Justiça. “Não se trata de uma questão política, mas judicial. Portanto, não temos ingerência no que ocorre. Se a Justiça do Brasil fizer uma solicitação específica à Argentina, a decisão caberá à Justiça local, que sempre atua de acordo com a lei”, declarou o porta-voz durante uma coletiva de imprensa na Casa Rosada.
Questionado pela CNN Rádio da Argentina sobre a existência de um “pacto de impunidade” com Bolsonaro para conceder asilo político aos foragidos, Adorni respondeu: “Você realmente acredita que, como governo, podemos efetivamente fazer um pacto de impunidade com alguém?”. “Não fazemos pacto de impunidade com absolutamente ninguém, nem faremos nunca”, enfatizou Adorni. “A Justiça tomará as medidas apropriadas quando for o momento, e as respeitaremos, assim como respeitamos todas as decisões judiciais.”
A Polícia Federal do Brasil está preparando um pedido de extradição que será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) apelou ao presidente da Argentina, Javier Milei, e à Comissão Nacional para os Refugiados da Argentina (Conare), solicitando refúgio político para os foragidos. “A ida de condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro para a Argentina demonstra que essas pessoas não confiam mais na Justiça brasileira, que lhes negou direitos básicos do devido processo legal e impôs penas desproporcionais aos delitos supostamente cometidos”, escreveu Mourão, destacando um “viés autoritário e persecutório da esquerda no poder”.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) esteve na Argentina no final de maio para um evento legislativo organizado pela deputada María Celeste Ponce, do partido A Liberdade Avança, de Milei, onde denunciou o que classificou como censura e violações de direitos no Brasil. Ele defendeu “anistia” para os condenados dos ataques de 8 de janeiro e apoio ao refúgio para os foragidos.
O governo argentino havia afirmado anteriormente que os pedidos de refúgio seriam analisados individualmente pela Conare, composta por representantes dos ministérios do Interior e das Relações Exteriores, entre outros integrantes da administração federal. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e organizações não governamentais também participam do colegiado, mas sem direito a voto.
Adorni ressaltou: “Escapa a nós essa decisão, entendo que [para a concessão de refúgio] precisam ser cumpridas determinadas condições, que serão avaliadas em cada caso para verificar se são atendidas”. Durante a coletiva, Adorni também declarou desconhecer como os foragidos entraram na Argentina ou se houve falhas no controle das fronteiras. A CNN apurou que mais de 100 pedidos de refúgio na Argentina foram feitos por alvos do inquérito de 8 de janeiro, sendo 47 condenados ou com mandados de prisão em aberto. O número exato é incerto devido ao sigilo dos processos de refúgio.
No início do mês, o Brasil entregou ao governo argentino uma lista com os nomes de 143 condenados pelos atos de 8 de janeiro que continuam foragidos, solicitando informações sobre sua presença no país. Este foi o primeiro pedido formal feito pelo governo brasileiro à Argentina para obter informações sobre os foragidos. Até o momento, não há resposta oficial por parte do governo de Javier Milei.
Fonte: CNN Brasil







Parece que o prazer desse jornal é ver a desgraça dos outros e comemorar, qualquer notícia contra pessoas honesta presas e injustiçadas é um prato cheio para esse jornal. Hoje vocês tem liberdade para falar de quem quiser, mas assim que a filosofia socialista ao moldes de cuba, venezuela e rússia tomarem o poder com mais força e intensidade, o tratamento para com a imprensa também será igual com punições terríveis para qualquer um que descorde com o governo, inclusive o divinews.