O governo argentino afirmou não ter nenhuma informação sobre investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, que segundo levantamento da Policia Federal, buscaram refúgio no país. Em entrevista a uma rádio local, a ministra de Segurança da Argentina, Patrícia Bullrich, disse que até agora o governo não tem nenhuma informação desse tipo e não tem alerta vermelho sobre essas pessoas. A ministra ainda completou dizendo que “por enquanto, isso se mantém como uma propaganda, mas não em um fato jurídico.”
Pelo monitoramento da PF, 65 investigados estão na Argentina e chegaram a pedir asilo político ao governo de Javier Milei. A PF suspeita que o pedido foi feito em maio, ocasião em que deputados bolsonaristas, entre eles Eduardo Bolsonaro, viajaram ao país vizinho. Essa visita inclusive entrou na mira dos investigadores.
A PF mapeou onde os foragidos estão e prepara uma lista com o paradeiro deles, com mandado de prisão para enviar ao STF. É o Supremo quem inicia o procedimento formal de extradição e emite a ordem para ser cumprida. Depois quem faz o processo é o Departamento de Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça.
O pedido de extradição só pode ser considerado, caso o pedido de asilo seja negado, ou seja, pela proteção a alegação de perseguição política deve ser analisada primeiro.






