LIVE: Comunidade acadêmica da UEMG ressalta a falta de valorização do Governo Zema com a Instituição

Publicado por: Lorena Moura

Em live com o Divinews, a  comunidade acadêmica da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) que está em greve há 14 dias, mobilizada em busca de melhorias nas condições de trabalho e estudo, reajustes salariais e apoio social,  por uma série de reivindicações, incluindo a falta de autonomia da universidade em relação à iniciação científica, cortes no orçamento da instituição e baixos salários,  além de plano de carreira defasado para os professores, ressalta a falta de valorização do Governo Zema  

A falta de autonomia na iniciação científica impede que os estudantes participem de projetos que podem impulsionar sua vida profissional e limita a credibilidade da universidade no caráter de ensino. Além disso, os cortes no orçamento da instituição são um incômodo para a comunidade acadêmica, pois os estudantes não são incentivados a participar de movimentos que podem impulsionar sua vida profissional.

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Corte de Orçamento

Camila Zucon, professora da Uemg Divinópolis, comenta sobre a fragilidade dos profissionais dentro da instituição. ” A gente não tem um salário real, 40% dele é composto por uma ajuda de custo, costumamos brincar dizendo que nosso contracheque é indecifrável, queríamos que ele viesse em uma linha só, nunca sabemos de onde vem os cortes aplicados”, lamentou.

Ela ainda aponta que é inadmissível cortes desse viés, já que os professores e os técnicos contam com esse salário para manter a saúde  e manter  suas famílias.

O presidente do Diretório Acadêmico da Uemg Divinópolis, Victor Ribeiro, pontua como a cidade não acolhe os estudantes. “A prefeitura ainda oferece um estágio extremamente precarizado,  e desrespeitoso com o processo de aprendizagem do estudante”, lastimou.

O estudante  ainda compara o caráter do governador Romeu Zema ao do prefeito da cidade, Gleidson Azevedo, já que ambos oferecem serviços precarizados aos acadêmicos. Além disso, mesmo a cidade sendo considerada universitária, ela não possui políticas públicas para a segurança dos estudantes que vivem nos arredores das universidades.

Ações tomadas

O professor e pesquisador da UEMG de Cláudio, Frederico Lopes, pede a atenção da reitora da universidade, Lavínia Rosa. “Nós elegemos ela a este cargo para defender os estudantes e os professores. então, o que nós solicitamos são ações concretas para mostrar que ela apoia nossas pautas, em busca do crescimento da instituição”, explicou.

Ademais, a comunidade acadêmica da Uemg tem ocupado a universidade em busca de mostrar que a faculdade é um lugar ativo de conhecimento e todo investimento ainda é pouco para o desenvolvimento dos estudantes e do estado como um todo.

Nesta terça-feira (14/5), houve a aprovação da PL 1371/2023 que coloca os Restaurantes Universitários na lei de permanência nas Universidades de Minas Gerais.

Para acompanhar mais sobre as atividades promovidas pela comunidade estudantil, veja o perfil @dauemg. Além disso, assista na íntegra a live com alguns representantes da greve em entrevista ao Divinews no Instagram.

 

 

 

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comentários

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  1. Fernando Almeida Prates disse:

    E sobre as universidades federais, não vão fazer nenhuma matéria? Ah, o bandido de estimação de vcs pode tudo mesmo, nè?

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