IBRAPP rebate acusações e decisão unilateral da Prefeitura de Divinópolis em retirá-la da gestão da UPA

Publicado por: Redação

Após a Assembleia que ocorreu nesta última segunda-feira (13), realizada à  pedido de socorro do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, que recorreu ao  CIS-URG OESTE para que a gestão da UPA Padre Roberto fosse assumida pelo consórcio de saúde. E que por deliberação dos prefeitos presentes a “intervenção” foi aprovada por unanimidade. Na manhã desta terça-feira (14) o IBRAPP (Instituto Brasileiro de Politicas Públicas), se manifestou a respeito, esclarecendo tomou conhecimento da decisão pela imprensa e redes sociais, e ainda que somente após a decisão tomada foi oficializada pela Prefeitura. VEJA NOTA

NOTA DE ESCLARECIMENTO 

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O Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (IBRAPP), esclarece que nas últimas semanas está tomando conhecimento das medidas tomadas pela Prefeitura Municipal de Divinópolis, com relação ao contrato firmado para a gestão da UPA Padre Roberto, primeiramente, pela imprensa e redes sociais, para posteriormente ser oficializada pelo Município.

Em todas as situações apontadas pelo município, o IBRAPP atendeu as solicitações, esclarecendo os fatos, sempre que solicitado pelo executivo e legislativo municipal. O número de atendimento de pacientes na UPA aumentou consideravelmente desde o fim do ano passado e o IBRAPP alertou ao município quanto a isso.

Somente em fevereiro, após saturação de atendimento e várias reclamações, que afetava a imagem do executivo, foi aberto o ambulatório da dengue para desafogar a UPA, mesmo assim, o número de atendimentos continuava elevado.

A UPA passou a fazer papel de hospital, sem ter estrutura física e recursos financeiros para tal finalidade. Desde janeiro a instituição alerta a Semusa e população que a unidade estava com mais de 150% de ocupação de pessoas aguardando vaga hospitalar, mas somente no final de abril, após casos de óbito com repercussão na mídia, foi que a prefeitura se disponibilizou a “comprar” leitos de pediatria. Diante de tudo isso, recebemos com muito espanto a atitude da prefeitura, sobre tratativas imediatas de rescisão.

O IBRAPP ainda destaca que em momento algum a população ficou desassistida ou sem atendimento na UPA Padre Roberto, sendo em alguns momentos verificados tempo de espera maior, de casos classificados, pelo Protocolo de Manchester, como não urgentes, que deveriam ser atendidos em UBSs, porém devido ao fato de demora de conseguir consulta e exames na atenção básica de saúde, a população opta por procurar atendimento na UPA.

Reiteramos nosso compromisso com a população, mas é absolutamente infundada a Gestão da UPA levar toda a responsabilidade das falhas da saúde como um todo, se há falta de prevenção na atenção primária e também não há leitos hospitalares para transferência de pacientes. Mudar a gestão pelas redes sociais é fácil e, claro, não irá mudar o cenário real da saúde que precisa de mais atenção primária e leitos hospitalares para fazer todo o sistema funcionar.

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