Suspeito de coagir empregadas a filmar voto com celular no sutiã firma acordo com Ministério Público

Publicado por: Redação

O Ministério Público do Trabalho da Bahia firmou nesta última terça-feira (25) um termo de ajuste de conduta com o empresário Adelar Eloi Lutz, suspeito de cometer assédio eleitoral contra seus funcionários e de coagi-los a filmar o voto na cabine de votação no primeiro turno das eleições – Para evitar uma ação judicial, o empresário terá que pagar uma indenização de R$ 150 mil por danos morais coletivos e fazer uma retratação pública em suas redes sociais esclarecendo o direito de liberdade de voto dos trabalhadores.

Gaúcho radicado na Bahia há mais de 30 anos, Adelar é dono de propriedades rurais em Formosa do Rio Preto (756 km de Salvador)

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O inquérito do MPT teve como base áudios em que Adelar Eloi Lutz confessou a prática de assédio eleitoral contra empregados e disse ter forçado seus funcionários a filmarem o voto no primeiro turno das eleições presidenciais e ter demitido os que se recusaram a votar em Jair Bolsonaro (PL).

Adelar ainda afirmou na gravação que orientou trabalhadoras a usarem até “celular no sutiã” para filmar ilegalmente o voto. E deu detalhes de como seu deu coação de funcionários: “[Disse] se vira, entra com o celular no sutiã, que seja. Vai filmar, senão rua. Filmaram e provaram que votaram”.

Nas gravações ele ainda afirma que duas funcionárias que não quiseram votar em Bolsonaro foram demitidas e agora fizeram promessas de votar no presidente no segundo turno em troca da recontratação.

 

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