Por Leonardo Junqueira: “TRATADO DE INOCÊNCIA PROFANA”


Uma das melhores contribuições para a reforma política no Brasil é exigir uma qualificação acadêmica dos candidatos a um cargo público.         

Se pedimos a qualificação de profissionais para a administração de empresa, ou para exercícios da medicina, engenharia, advocacia ou qualquer outra atividade com a necessidade de capacitação técnica e conhecimento, por que não fazer a mesma coisa com “políticos” que se dizem ser do povo e trabalham para o povo?

Uma pergunta bem simples: você entregaria seu filho para se submeter a uma cirurgia do coração por um ortopedista? Claro que não, mesmo sabendo que os dois profissionais conhecem bem alguns problemas do organismo humano. Ou ainda: construiria um prédio para a sua família morar projetada e construída por um veterinário? Também não, logicamente!

O velho ditado serve bem para todas as coisas, como “cada macaco no seu galho”.

O sucesso de uma empresa está diretamente ligado ao esforço, dedicação e perseverança do empreendedor na busca por resultados. Esta é a máxima que rege um mercado competitivo.

Mas é aqui que começam meus questionamentos.

Como é que uma cidade tão dinâmica, em franco crescimento, possuidora do título de Princesa do Oeste, com um comércio e poder industrial pujante além de grandes perspectivas, ainda engatinha, como criança, na busca de soluções sociais, de infraestrutura, saneamento, obras e outras ações tão elementares para a qualidade de vida de seus cidadãos?

Posso dizer (e talvez garantir) que nossas expectativas resistem bravamente aos discursos com explicações destemperadas daqueles representantes públicos que elegemos ou veteranos caudilhos da política local.

Então, vejamos: quem é o Senhor Gleison Azevedo?

Até pouco tempo, era conhecido como o filho do senhor Zé Maria do Sacolão. Sem qualquer culpa ou responsabilidade de herança, aparentemente foi promovido a “Irmão do Cleitinho”, que também trabalhava no sacolão do pai (Zé Maria), era músico numa banda de pagode, um defensor das causas animais e um crítico ferrenho dos privilégios dos políticos ensandecidos pelo poder, como milhares de nós.

Cleitinho foi eleito deputado Estadual depois de passar um tempo como vereador em Divinópolis e aparentemente começou a criar uma “Dinastia dos Cleitinhos”, porque os irmãos (prefeito e vereador) usam e abusam da referência em questão: “somos todos irmãos do Cleitinho”.

Ao buscar conhecer o trabalho do parlamentar na Assembleia de Minas, confesso que fiquei surpreso com sua atuação em diversas áreas, como saúde, habitação, segurança, meio ambiente e economia além de constantes e frenéticas críticas a autarquias e ao próprio governo pelo uso indevido de recursos públicos, sucateamento de equipamentos e gastos desnecessários.

Cheguei a pensar que Divinópolis e região acertaram na escolha de um representante.

E os “Irmãos do Cleitinho”?

O outro lado da história mostra que nem tudo é o que parece ser.

O “Irmão do Cleitinho” (também conhecido como Gleidson) parece participar de um – Tratado de Inocência Profana – por assim dizer.

Primeiramente, por ter (ele próprio) se intitulado irmão de um deputado definido pelo eleitorado como “Cleitinho Do Barulho” através dos seus diversos vídeos em tom de gritaria, sensacionalismo e algumas vezes extremamente arrogantes (para não dizer mal educado).

Dentro do – Tratado de Inocência Profana – o atual prefeito Gleidson (Irmão do Cleitinho) demonstra conhecer muito pouco sobre administração pública. Talvez seja em virtude da sua função no sacolão estar mais adaptada à reposição de verduras, frutas e legumes nas bancas e muito pouco com a ciência da administração. Sua visão institucional sofre de miopia de grau tão relevante, que utiliza olhos e manias da vice-prefeita que profana a inocência do prefeito “Irmão do Cleitinho” com vídeos e mensagens caricaturadas numa mistura de baixa qualidade com provocações sem sentido e profundo mau gosto.

Isso me leva a crer que existe algo de errado na administração municipal ou seria uma vã tentativa de implantar uma nova dinastia política como o da família Martins, que por décadas geriu os rumos políticos de Divinópolis?

Nada mal para uma atividade que gera uma remuneração acima dos 65 mil reais entre salário, auxílios e verbas indenizatórias num gabinete na assembleia. Adicione-se mais alguns milhares de reais de salário de prefeito e vereador e temos uma boa justificativa para o senhor Zé Maria, do sacolão, começar a sonhar com a aposentadoria do seu negócio, que como tantos outros sofreram muito no período da pandemia.

Alguns sinais começam a circular na cidade e despertam a nossa atenção. Já temos uma CPI para a educação, com certeza mais importante que as “dancinhas” tão questionáveis que tentam viralizar nas redes sociais. Pode ser até que as habilidades do “Irmão do Cleitinho” sejam tão sedutoras quanto o rebolado da Anitta num furor de sensualidade macabro. Mas é comum uma “fruta podre comprometer as outras”.

Cleitinho Azevedo, Irmão do Cleitinho e o outro Irmão do Cleitinho. Profanar a inocência não é bom.

Vejo que eles não são os Três Mosqueteiros do Rei… Os Irmãos Metralha que o digam. Sem ressentimentos.

 

 

Léo Junqueira é publicitário com especialização em marketing político pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo – Escritor, cronista e articulista. Consultor e coordenador de várias campanhas eleitorais majoritárias e proporcionais em Minas e em outros estados.

 

 

10 comentários em “Por Leonardo Junqueira: “TRATADO DE INOCÊNCIA PROFANA”

  • 11 de maio de 2022 em 17:41
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    Excelente texto, daqui a pouco o gado enfurece!🐂🐂

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  • 11 de maio de 2022 em 15:22
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    São os três idiotas, chamalos de patetas é ofensa ao astro da Disney, essa família nos achacota, é uma vergonhosa, fabricam mentiras e falcatruas como a família do Bozo, tá derretendo a máscara tá caindo.

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  • 11 de maio de 2022 em 11:11
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    concordo, devemos exigir uma qualificação do LULA, que está na bica para se tornar presidente. como ELE mal-mal assina o nome, estaria desqualificado, para o bem do BRASIL.

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  • 11 de maio de 2022 em 10:41
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    “Belo texto”. Escrito por um asno que possivelmente acha que ser ladrão é um ótimo currículo para concorrer à presidência da república!!!

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  • 10 de maio de 2022 em 20:00
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    As melhores palavras que já li por aqui jo Divinews.
    Parabéns.

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  • 10 de maio de 2022 em 18:07
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    Matéria elitista e preconceituosa.

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  • 10 de maio de 2022 em 17:48
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    Esse senhor sabe das coisas. SÁBIAS PALAVRAS!!! PARABÉNS.

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  • 10 de maio de 2022 em 16:04
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    Fico triste quando encontro palavras que ecoam negativamente a cidade, pois o olhar do potencial existente é imensurável.

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Comentários

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