Mineira residente no Leste Europeu relata ao Divinews sentimento da população local, quanto a guerra entre Rússia e Ucrânia

Publicado por: Redação

Atento a invasão da Rússia à Ucrânia e aos confrontos entre os presidentes Vladmir Putin e o Volodymyr Zelensky, o Divinews acompanha o cenário conflituoso de guerra que já dura duas semanas. O Divinews entrevistou a  mineira de Belo Horizonte, Marcela Leite (29), que atualmente reside em Talín, na Estônia, no topo do Leste Europeu, 1.317 quilômetros de distância ao Norte e cerca de 17 horas de viagem até a capital ucraniana, Kiev.

Por mais que esteja distante, assim como outras nações daquela região e a exemplo de países dali como a Lituânia, Bielorússia, entre outros, a Estônia também já foi parte do território russo na época da União Soviética e só conseguiu sua separação em 1991, 80 anos depois da declaração de sua independência. A cidade onde Marcela mora já foi inclusive cenário do filme Tenet, obra de ficção do diretor Christopher Nolan (Interstellar), que em 2020, dois anos atrás, retratava os impasses complexos naquela região em embate direto com os Estados Unidos, quanto a disputas por armas nucleares e dominação mundial, no quesito econômico e geopolítico.

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Marcela trabalha no país báltico na indústria da moda como suporte ao consumidor e relata que a população de lá monitora a movimentação e os impactos em que podem ser submetidos. “Bom, o que eu diria é que aqui a gente está alerta, mas não apavorado. Tem vários fatores que influenciam no real risco e até o momento, não acreditamos que vá chegar aqui. Ou, caso chegue, é preciso que muita coisa aconteça antes – essas coisas dificilmente aconteceriam inadvertidamente, então por isso estamos alerta.”, relatou.

Ela também conta que há uma rede de pessoas do Brasil a qual se comunicam constantemente e trocam notícias para saberem como podem proceder caso a disputa se espalhe para o Norte, quando décadas atrás aqueles espaços já foram tomados pelos russos em outra ocasião e permaneceu até depois do fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim, o qual dividia a Europa ocidental e oriental. “Temos um grupo de brasileiras destinado especificamente a compartilhar notícias e atualizações da guerra e possíveis implicações para a Estônia. Até então, das pessoas que conheço, não sei de ninguém que voltou para o Brasil ou que tenha saído daqui por isso, apesar de algumas pessoas terem cogitado.”, contou.

Por fim, a mineira levanta que ao menos por enquanto, o ambiente pelas ruas está normal. “O clima na rua é normal. As pessoas estão saindo normalmente, fazendo compras normalmente (os produtos russos foram dispensados dos mercados, alguns jogados direto no lixo), no fim de semana vi várias famílias na rua com crianças, indo patinar no gelo, almoçar em família. O clima está normal mesmo, mas todo mundo segue acompanhando as notícias.”, concluiu.

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