Ato em Divinópolis mobiliza pessoas a não naturalizarem mortes covardes, como a do congolês, Moïse Mugenyi, espancado e assassinado no Rio de Janeiro


No próximo sábado (05), as 10h30, a Kasa Soul (Sociedade Orgânica Unida Libertária) fará um Ato de Protesto no novo Centro de Comércio Popular de Divinópolis, na Avenida Getúlio Vargas. O evento visa a conscientização e mobilização social contra a barbárie, violência e o racismo. Segundo um dos organizadores, a mobilização foi motivada pelo crime ocorrido na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde o congolês Moïse Mugenyi foi espancado durante 15 minutos, após ir ao quiosque que trabalhava para receber dois dias de pagamento em atraso. O ato contará com a presença do grupo musical “Operah Lobos”, da Discotecagem de discos de Vinil da Kasa Soul e também um sarau de poesia aberto para o público que queira recitar algum poema. A atividade é gratuita. O coletivo estará arrecadando alimentos para o projeto “Alimento e Ação”.

A Kasa Soul convoca à sociedade para uma reflexão profunda, quanto a não naturalização de crimes desta ordem e cita o filósofo Bertolt Brecht. “Nada é impossível de mudar.” e prossegue. “Desconfia do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.”, citou e convocou.

Ainda conforme a organização, além do protesto pela morte do congolês, a intenção do ato é de conscientizar as pessoas em paralelo a situação de trabalhadores divinopolitanos que passam por situações similares e são igualmente subjugados. “Quando vamos levar algo nesse sentido, queremos estar discutindo onde de fato a gente observa que essa luta de classe é mais contundente. No caso, no Camelódromo tem toda um ‘rolê’ de resistência. Um pessoal que é subjugado pelo seu trabalho, pelo modo de viver, por serem excluídos. Passaram por uma questão de terem sido retirados de um lugar para outro. Então a gente quer pensar uma ação/ato que leve para esse espaço essa discussão. E que possa ter um microfone para as pessoas estarem recitando poemas e falando dessas questões para o povo.”, descreveu.

Ainda sobre o Ato, a Kasa complementa com a escolha do local e a essência da manifestação. “A gente entende que ali é um lugar extremamente popular, o Centro de Comércio Popular. E assim, estar mais junto desse pessoal. Tanto é que o evento é de dia, na manhã. Então, não é um horário de balada, não é um horário de noite, não é uma relação com esse lance festivo. Tanto é que nem estamos falando nada de show. Estamos falando de um Ato. Para avisar e reforçar essa questão da xenofobia. Do racismo. Do assassinato. Que cometeram contra o Moïse. Então assim, levar isso para o pessoal da classe trabalhadora que é subjugada. Temos uma afinidade muito forte com esse pessoal e por isso achamos de extrema importância, pois é um local onde a classe trabalhadora se faz muito presente.”, concluiu a organização do Ato.

Arte de anúncio do Ato

2 comentários em “Ato em Divinópolis mobiliza pessoas a não naturalizarem mortes covardes, como a do congolês, Moïse Mugenyi, espancado e assassinado no Rio de Janeiro

  • 3 de fevereiro de 2022 em 15:09
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    Em vez de “recitarem poemas” vocês deveria pressionar os seus deputados de esquerda, que defendem os direitos dos “manos”, sendo contra qualquer endurecimento do Código Penal. Isso sim faria com que crimes como não acontecessem mais. O resto é conversa fiada dessa esquerdalha que infesta e atrasa este País.

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