Prefeito de Divinópolis (Gleidson Azevedo) quer beneficiar empresários do Mart Minas e Construtora BRZ em detrimento da lei; constrange e ameaça exonerar servidores (vídeo)


Com o fechamento da Siderúrgica São Cristóvão, o terreno localizado no Bairro Ipiranga foi vendido para o Mart Minas, que como forma de expansão da rede de Varejo decidiu construir mais uma loja ocupando uma área nas esquinas da Rua Rio de Janeiro com a Rua 11 de Novembro. Ocorre que parte do terreno estava em Área de Preservação Permanente (APP), com isso um conhecido ambientalista da cidade, denunciou a irregularidade ao Ministério Público, que só liberou a área após ser formalizado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), como contrapartida a empresa doou uma caminhonete para o órgão ministerial. Esse foi um dos motivos dos motivos dos atrasos na análise do processo do Mart Minas para a concessão do licenciamento ambiental por parte da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Divinópolis que se arrasta desde meados de 2020.

Intervenção do Prefeito

Na última semana, após receber a visita dos representantes dos empreendedores do Mart Minas, ocasião em que o prefeito chegou a publicar em rede social a visita. Ele junto com o empreendedor se dirigiu à Secretaria de Meio Ambiente, e segundo fontes, já “chegou fora de si dando chiliques”, mesmo na frente do representante da empresa, sem ouvir as explicações pela demora, afirmou que quem não estivesse satisfeito fosse embora, por que quem manda é ele, e quer de qualquer forma que o projeto seja não apenas pautado, mas aprovado na próxima reunião do CODEMA (Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente).

Servidores ameaçam deixar cargo

Diante da forma grosseira e grotesca que o prefeito se dirigiu aos diretores Willian Araújo, diretor de políticas urbanas; Emerson Gregório da Silva, diretor de Cadastro, Fiscalização e Aprovação de Projetos; e Henrique Guimarães Rodrigues, diretor de Meio Ambiente, passivamente assistido pelo secretário Municipal de Meio Ambiente e Política de Mobilidade Urbana, Cilas Rodrigues, que não teria movido uma palha em defesa da sua equipe, após a saída do prefeito da sala, os servidores decidiram naquele momento que colocariam seus cargos à disposição.

Prefeito maroto

O prefeito avisado pelo secretário de Meio Ambiente sobre a intenção dos três diretores em colocar os cargos à disposição, em uma entrevista que concedeu na Rádio Minas para falar que os 100 dias de Governo é uma bobagem, Gleidson Azevedo, marotamente se antecipou à suposta ameaça de debandada dos três diretores, e anunciou que os exoneraria por não estar, segundo ele correspondendo às suas expectativas como gestor da cidade.

Codema

O Conselho de Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente, embora presidido pelo secretário de Meio Ambiente, é um órgão paritário, com a participação da sociedade civil organizada, inclusive com a participação de membros do Ministério Público. A liberação de projetos tem que ser técnica seguindo as leis ambientais. E sem a interferência de nenhum poder, suas decisões são independentes. E por essa razão, neste episódio o Mart Minas além de cumprir o TAC do Ministério Público, foi obrigado também a fazer a canalização de um córrego que passava pelo local por determinação do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão de Água).

Obra sem alvará

Seguindo a mesma cartilha das grandes empresas de Divinópolis que passam por cima da lei, em nome do desenvolvimento, o Mart Minas independentemente de não ter ainda a licença ambiental e o alvará de construção, seguiu construindo e já está bem próximo do término das obras – Na avaliação dos técnicos para estar em conformidade com a lei,  as obras do Mart Minas deveriam ser paralisadas e só retomada após a liberação do licenciamento ambiental e o alvará de construção.

Condomínio no Campina Verde (BRZ)

Na mesma reunião em que o prefeito, “atropelou” os técnicos da Secretaria do Meio Ambiente exigindo a liberação da aprovação da licença do Mart Minas, ele também quer que na próxima reunião do Codema, seja pautado e aprovado o projeto da construção de um condomínio que está sendo erguido no Bairro Campina Verde, pela Construtora BRZ.

No local não tem nenhuma placa de quem é o engenheiro responsável pela obra.

26 comentários em “Prefeito de Divinópolis (Gleidson Azevedo) quer beneficiar empresários do Mart Minas e Construtora BRZ em detrimento da lei; constrange e ameaça exonerar servidores (vídeo)

  • 12 de abril de 2021 em 21:55
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    Pra quem não sabe, a análise dos processos de licenciamento ambiental são feitos por técnicos da prefeitura, porém a decisão pela aprovação é do Conselho de Meio Ambiente. Este Conselho é composto por 50% de membros da prefeitura. Nesta gestão, todos eles ocupam cargos comissionados.
    Antes de saírem falando mal, procurem se informar! As reuniões são públicas. Na pandemia estão ocorrendo on-line!

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  • 12 de abril de 2021 em 11:40
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    Divinopolitanos cabeça pequena e limitada! Por isso a cidade está estagnada há anos…
    E por isso algumas empresas já estão indo estabelecer no município vizinho.

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  • 12 de abril de 2021 em 11:39
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    Alô galerinha contra a corrupção, me tirem uma duvida:
    O empresário “adota um bem público” da cidade, vai la e faz suas melhorias. Òtimo, bacana.
    Em contrapartida, ele ganha certas regalias, como ter prioridade na analise de seu processo, que não passa pelo tramite legais e passa na frente.
    Ai o “Seu Zé” que guardou um dinheirinho por anos e decide abrir uma pequena empresa, ta com seu processo la cumprindo todos os prazos dentro da lei e ainda tem que aguardar pq foram passados certos processos na frente a pedido do prefeito. Vcoes acham isso certo?
    Isso pra mim é a mesma coisa que CORRUPÇÃO. Sim, CORRUPÇÃO na cara dura. Quem tem dinheiro, tem privilégios e esse babaca analfabeto desse prefeito se diz a favor do povo. CARA DE PAU, COVARDE.

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    • 12 de abril de 2021 em 13:40
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      caro ismael, eu sou empresario e pago todos meus impostos e ainda tenho 50 empregos diretos(nesta pandemia ainda fiz mais contrataçoes).Em 2019 começei a construção de um galpao para expansao, e infelizmente demorou 1 ano 10 meses e depois de muita discução com varios incompetentes da analistas da prefeitura conseguimos acabar a obra e conseguir o cadastro do imovel na prefeitura.
      Deixe de pensar pequeno por favor, a culpa nao esta no empresario ou no seu ZE(NO CASO SOU EU) e sim na equipe de analistas que esta a tempos na prefeitura, no MPMG , na camera municipal que nao aprova nenhuma lei pra ajudar a quebrar o gesso da cidade, isso nao é corrupção e sim burrice desta cidade.
      Quer sentir na pele o que é construir uma empresa em divinopolis, entre com um simples projeto na prefeitura e compre umas caixas de calmante.

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  • 12 de abril de 2021 em 10:51
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    “Peraí, peraí,peraí!” A manchete quis dizer que o prefeito Gleidson estará regularizando o que a gestão passada fez fora da lei, é isso?
    Jogar pedras é muito fácil. Tá difícil é unir forças para tentar organizar nossa cidade.

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  • 11 de abril de 2021 em 21:37
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    Se o Divinews acompanhar as reuniões dos Conselhos Municipais terá material muito bom pra publicar!

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  • 11 de abril de 2021 em 21:12
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    Nunca vi um secretariado tão incompetente, inclusive o secretário de meio ambiente, aí o Cleitinho n° 2 chega no rádio e fala mal justamente de quem tá trabalhando, inclusive sabemos que essa aprovação de projetos virou troca de cebola, é só o empresário prestar algum serviço, calcamento, o diabo a quatro, que depois vem a pressão nos analistas pra fazer merda e ninguém faz.

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  • 11 de abril de 2021 em 20:24
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    Agora vem a questão do horto florestal que outra vergonha que o prefeito Galileu fez com o ABC e que novamente o MP resolveu arquivar nosso processo. Já encaminhamos outro ofício ao Conselho do Ministério Público, discordando do arquivamento, mas o corporativismo na justiça é tanto que certamente vamos perder. Porque quem é pago para defender o meio ambiente parece que esquece da função quando se trata de empresário, mas quando é um pobre coitado que corta pé de alface, vem todo arsenal contra ele.

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  • 11 de abril de 2021 em 20:15
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    Quem fez a denuncia contra o empreendimento fui eu Jairo Gomes Viana por que no local se trata de APP – Area de Preservação Permanente. No terreno passa cursos de duas nascente que jorravam um turbilhão de água que foi por anos utilizada pela siderúrgica. Ocorre que há uma determinação quanto a proibição de canalização de curso d’água que jamais é respeitada, principalmente quando se trata de atender interesses de empresário. A denuncia foi encaminhada ao PM, promotor Dr, Alessandro Garcia que atendeu aos interesse do empreendedor, que solicitou uma reunião com o MP e indicou as pessoas que iria participar e o resultado desta reunião com a secretaria de meio ambiente e do jurídico da prefeitura, não foi colocado na ata . Foram produzidos 1 laudo dos técnicos da prefeitura contrários a intervenção na APP, 2 laudos os peritos do MP que também recomendaram a não intervenção, um laudo da Policia de Meio Ambiente citando as nascentes e um laudo de um empresa contratada pela MartMinnas que alegou se tratar de área de ocupação atrópica consolidada. O promotor Alessandro Garcia ao que parece deu importância ao laudo apresentado pela MartMinas e celebrou o TAC, onde foi pago R$150.000,00 que foram gastos na aquisição de um carro para a Policia de Meio Ambiente. Com denunciante discordei do promotor e encaminhei ofício ao Conselho do Ministério Público que optou não considerar minhas alegações. Também fiquei indignado com o fato de se pegar R$150.000,00 e direcionar a compra de um carro para a Policia de meio Ambiente, uma vez que a Secretaria de Municipal de Meio Ambiente não tem estrutura para cumprir com suas atribuições. O meio ambiente não pode ser tratado como um balcão de negócios onde se paga para conquistar o que se deseja. As duas nascente fica mais na parte alta do terreno que vai se valorizar ainda mais com o empreendimento e certamente que as nascentes vão desaparecer. A parte baixa do terreno havia 4 lagoas uma natural e três artificiais e na junção da RJ com 11 de novembro encontramos uma quantidade absurda de água que seguia para um córrego depois da RJ. Ai vem o prefeito Gleidson Azevedo sem inteirar dos por menores da questão, pagar pau para que fez a coisa dentro da lei.

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    • 12 de abril de 2021 em 08:58
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      Menos amigo. Ninguém é dono da verdade nem sabe de tudo. O meio ambiente tem que ser respeitado mas a cidade precisa de investimentos. É preciso coerência de ambos os lados numa disputa e bom senso para se chegar a um termo comum. No grito ninguém leva nada, principalmente numa cidade sem lideranças e sem representatividade política. Quando a siderúrgica funcionava lá niguém falava nada. Será que eles agiam de forma absolutamente correta? O empresário tem que fazer suas parte mas os ambientalistas precisam se atualizar também.

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      • 12 de abril de 2021 em 10:36
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        vc só merece essa risada: kkkkkkkk
        divinopolis tem o que merece mesmo

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    • 12 de abril de 2021 em 13:45
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      Engraçado, quando a sao cristovao funcionava as lagoas eram todas poluidas , tinha poluição grande na regiao e ninguem reclamava.
      fechou a siderurgica , acabou as poluiçoes, as lagoas foram tomadas de taboas e mato.
      é so alguem querer investir que aparece monte de reclamações.

      vai entender.

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  • 11 de abril de 2021 em 19:55
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    Só mi mi mi nesta reportagem. O prefeito está certo. Muita burocracia atrapalhando o desenvolvimento da cidade. Servidores impedindo obras por causa de mera burocracia. Frescura demais. Se eu sou o prefeito, já tinha corrido com todos.

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    • 12 de abril de 2021 em 11:30
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      Disse Mi mi mi ja sabe que é analfabeto e fã do bozo.

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    • 12 de abril de 2021 em 08:30
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      Prefeito bom seria o Marquinho Clementino mas o povao nao quis

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  • 11 de abril de 2021 em 19:40
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    Como canalizar córrego se tem várias nascente de água por ali….

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  • 11 de abril de 2021 em 18:36
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    Afff! Coronelismo em pleno século 21? Esse prefeito não tem nada de diferente dos outros, aliás, está se mostrando um déspota e rezando a mesma cartilha dos políticos antigos da cidade. Triste e lamentável!

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  • 11 de abril de 2021 em 18:32
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    Divinópolis,cidade que os empresários mandam e burlam as leis. São eles que desmatam ,cortam árvores ,invadem área protegida APP e enriquecem sem dar nada em troca . Sugam dos cidadãos um pouco de esperança de que nossa cidade possa ser um exemplo para o país. Vejam os empresários da construção civil,tornaram a cidade de concreto,cortam as árvores por atrapalharem seu projeto,comerciantes por atrapalhar a fachada e o cidadão fica sem praças,sem área de lazer. Cidade sem memória,sem cultura e sem verde.Vamos sobrevivendo sem qualidade de vida.

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    • 12 de abril de 2021 em 08:14
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      Esse secretário é fraco!!!

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      • 12 de abril de 2021 em 10:59
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        Ou nos ou eles…🤦‍♂️🤦‍♂️🤣

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    • 12 de abril de 2021 em 09:00
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      Não é só aqui não. O poder dos empresários é visto em todas as cidades. Moramos no Brasil!

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    • 12 de abril de 2021 em 11:35
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      Sem dar nada em troca? A quantidade de empregos que eles geram não conta?

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    • 13 de abril de 2021 em 13:55
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      são estes empresarios que dão emprego, que pagam impostos, que fazem a economia girar e que se enriquecem é porque trabalham muito duro para chegar onde estão.

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  • 11 de abril de 2021 em 18:25
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    Mas está obra já não vem sendo executada desse o governo anterior?????

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    • 11 de abril de 2021 em 19:30
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      Leia! Tá falando sobre isso na reportagem.

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Comentários

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