Deputado Cleitinho (CID), na mesma linha de Bolsonaro não vê necessidade que a vacina contra covid-19 seja obrigatória; “toma quem quer”


Em seu pronunciamento na Assembleia Legislativa de Minas, na reunião ordinária realizada no último dia 17/12, o deputado Cleitinho Azevedo (Cidadania), afirmou no plenário durante o seu pronunciamento, não levar em consideração que o livre arbítrio de tomar ou não vacina contra a covid-19, deixando por conta da própria pessoa a decisão de tomar o não vacina deixará terceiros em risco de contrair a doença. O fato é que literalmente o pronunciamento do vereador, segundo a ata da reunião ordinária da ALMG registrou o seu pronunciamento na íntegra:

“Eu queria falar aqui dessa polêmica que está havendo sobre se obrigar a tomar a vacina. Quero deixar uma coisa bem clara: assim que sair a vacina e houver a possibilidade de tomá-la, eu também quero tomar a vacina; mas, na minha humilde opinião, existe o livre arbítrio”

“O que é isso? Eu acho que a gente não tem que obrigar ninguém a fazer nada, não, sabe? Eu acho que toma quem quiser. Quem quiser tomar a vacina toma, mas quem não quiser não toma”.

“Agora está havendo uma ação lá no STF, gente, que eu queria mostrar para vocês aqui. Primeiro, o STF quer legislar, não é? As atribuições nossas aqui, como a de legislar, ficam para o STF”.

“Agora o ministro Ricardo Lewandowski acabou de manifestar que é a favor da obrigatoriedade de se tomar a vacina. Para o ministro, o Estado pode apenas impor sanções. Gente, mas a sanção, no caso, é uma penalização. Então, o que é isso? É a mesma coisa: você é obrigado a votar, e eu já acho também que ninguém deveria ser obrigado a votar, mas é e existem algumas restrições quando se deixa de votar”

“É o que vai acontecer se, no caso, for obrigatória a vacina. Aqui, no Estado de Minas Gerais, aprovamos que não é obrigado, vai tomar a vacina quem quiser, mas, se eles tomam essa decisão do STF, então quer dizer que a nossa lei aqui não vai valer de nada? Então para que obrigar alguém a tomar a vacina?”

“Quero deixar isso bem claro: eu vou tomar a vacina, mas eu acho que porque eu quero tomar, como representante aqui, como fiscal da lei, não tenho que obrigar as pessoas a tomarem a vacina, não. Toma quem quiser tomar”.

“Vou dar um exemplo a vocês. Vêm essas restrições, e quem não tomar vacina, se for obrigado, gente, às vezes, não vai poder fazer um concurso, talvez não possa viajar. Vai saber o que eles vão fazer ao obrigarem a tomar a vacina. Então eu quero deixar bem claro isso: acho que a gente não tem que obrigar ninguém a fazer nada, não. Quem quiser tomar a vacina toma. Como no meu caso: eu quero tomar vacina e vou tomar, quem não quiser não toma”

“Mas eu queria falar uma coisa aqui: já que o STF está com essa de querer obrigar a tomar a vacina, já que quer que o povo seja obrigado, vamos fazer o seguinte: vamos colocar o povo, então, para tomar a vacina primeiro. Vamos colocar o Judiciário para tomar depois, os políticos para tomarem depois”

“Porque quando acontece isso tudo, quem são os primeiros, os privilegiados a tomarem primeiro? Somos sempre nós. Então deixa o povo. Para eu não me esquecer, queria falar uma coisa: até sugeri aqui um projeto de lei do Estado, mas pode ser até nacional. Por que não olhar para esse pessoal que durante o isolamento social serviu à população brasileira? Deem prioridade a eles. Não é para o Judiciário, para os políticos, não. Deem prioridade aos motoristas de aplicativo, a esse pessoal que trabalha no posto de gasolina, a esses serviços essenciais que ficaram funcionando durante o isolamento social, o pessoal de supermercado. Esses, sim, se quiserem tomar a vacina, têm que ter prioridade: padaria, supermercado, varejão, esse pessoal que trabalhou na linha de frente, que serviu vocês quando pediram que ficassem dentro de casa.”

“Na minha humilde opinião, eu acho que esse pessoal tinha que ter prioridade, até porque imaginem se vier uma segunda onda igual estão dizendo; imaginem se tivermos que entrar num lockdown, o que vai acontecer? Vão estar funcionando só os serviços essenciais. Quem vai estar na linha de frente? O motorista de aplicativo. Então, caso seja obrigada essa vacina ou independente de ser obrigada ou não, devem dar prioridade a essas pessoas; vamos dar prioridade para quem serviu durante a pandemia, que foi esse pessoal, esses trabalhadores da linha de frente”

9 comentários em “Deputado Cleitinho (CID), na mesma linha de Bolsonaro não vê necessidade que a vacina contra covid-19 seja obrigatória; “toma quem quer”

  • 30 de dezembro de 2020 em 10:38
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    Quem perguntou o que o artista acha? De novo no picadeiro!

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  • 29 de dezembro de 2020 em 10:19
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    Vacina gratuita e se comprovada a eficácia acredito que qualquer um com o mínimo de raciocínio tem que tomar..Agora quem não quiser sem problemas que se ajeite pra ser atendido em hospitais particulares e se o plano de saúde recusar que pague do seu bolso.. O STF não está obrigando vc a tomar a vacina te tirando de casa a força.

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  • 28 de dezembro de 2020 em 19:50
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    Concordo plenamente, a vacina precisa de um prazo maior para comprovação da eficácia e garantia que efeitos colaterais não causará danos graves a saúde humana. Se nós teremos que assinar termo aceitando e responsabilizando por efeitos colaterais, não pode ser obrigatória. CLEITINHO E BOLSONARO ESTÃO CORRETOS.

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  • 28 de dezembro de 2020 em 19:01
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    Se eu pago o sus ou plano de saúde, não preciso assinar para não ter o direito de usar, o direito é meu, não vou deixar um político cheio de regalías e altos salários, ( pagos pelo povo), dizer o que devo ou não, os políticos já tem direitos d+, e o povo que é patrão, tem direitos d-.

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  • 28 de dezembro de 2020 em 10:29
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    Cleitinho está certo, toma a vacina quem quer.
    Só que, aquele que não tomar, por seu livre arbítrio, deve arcar com as consequências.
    se contrair o vírus, não deve ter direito a atendimento pelo SUS.
    E nem os planos de saúde serem obrigados a bancar o tratamento.
    Dentro deste raciocínio, toma a vacina quem quiser.

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  • 28 de dezembro de 2020 em 06:53
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    Em minha culta opinião o Cleitinho está errado e o papagaio nosso falará o mesmo que ele falar, seguindo o exemplo do rebelde maior, Bolsonaro.
    O povo precisa de tomar duas vacinas: A primeira, contra falas anticientíficas
    e a segunda, contra a Covid-19. Divinópolis não tem sorte: Votou em Vladimir que não fez nada, depois em Galileu que fez tudo errado e agora vota em um menino
    inculto e mimado. O secretariado dele deve por as barbas de molho. Ninguém está seguro. A cidade inteira está com medo.

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    • 29 de dezembro de 2020 em 15:37
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      “Culta opinião”. Kkkkkkkkkkkkkkk Modestia mamndou lembranças!

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  • 28 de dezembro de 2020 em 06:20
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    Esse politico num solta uma frase, sem estar em busca de popularidade, ou seja voto.
    Jogo pra galera e de camisa 10.
    É povo besta, surdo e cego.

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  • 28 de dezembro de 2020 em 01:55
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    Esse divinews não tem notícias melhores pra dar tem que inventar né? Seguindo os mesmos passos da #Globolixo. Atacando o Deputado Cleitinho e o prefeito Gleidson. Eu concordo com o Presidente Bolsonaro e com o Cleitinho. Realmente acho uma perca de discutir quem quer ou não tomar a vacina. Somos seres humanos temos direitos garantidos pela constituição e se der à uma obrigação dessas é retrocesso na nossa liberdade de poder decidir o bem quisermos. Isso sim é ditadura. Não máquinas nem animais, por tanto não seremos forçados a tomar nenhuma vacina sem nosso consentimento.

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