Expostos ao coronavírus, garis de Divinópolis trabalham com medo de contaminação através do descarte de lixo irregular


Essenciais para evitar o alastramento de doenças e garantir a limpeza da cidade em qualquer época, as equipes das coletas de lixo urbano fazem parte dos trabalhadores de atividades essenciais e que não puderam paralisar seus serviços em meio à pandemia da Covid-19.

Contudo, os garis enfrentam uma situação delicada, já que acabam sendo mais expostos ao vírus neste momento, por trabalharem diretamente com a coleta de lixo e com isso, podem manusear materiais contaminados.

De acordo com a Diretora de Vigilância em Saúde, Janice Soares, os equipamentos de proteção individuais (EPIs) dos trabalhadores da categoria são os mesmos que todos precisam utilizar para evitar a contaminação, como máscaras e álcool em gel, além dos equipamentos já rotineiros utilizados pelas equipes que é o uniforme, para proteger o corpo e as luvas de proteção.

Em contato com a empresa que presta serviços para a Prefeitura de Divinópolis, a Biostec Construções e Soluções Ambientais garantem que disponibiliza de forma correta os EPIs e orienta os funcionários quanto as recomendações estabelecidas pela Saúde.

“Dentro da empresa temos álcool em gel para os funcionários e nas ruas cada caminhão tem um tambor de 20 litros para eles lavarem as mãos com os detergentes distribuídos, também entregamos mais um par de botas para cada funcionário. A higienização dos uniformes é de responsabilidade deles, porém estamos sempre orientando”, explica a técnica de segurança da empresa, Edna Vieira.

Segundo ela, é frisado aos trabalhadores para estarem higienizando as mãos, usar durante todo o expediente as máscaras e não ficar colocando as mãos nelas, aos motoristas é orientado para uma higienização continua das cabines e neste momento, a empresa pede que não fique três funcionários dentro da cabine.

“Todos são muito bem orientados, agora eles estão entendendo que são necessários esses procedimentos”, disse Edna.

Se por um lado os garis tem reconhecido a necessidade de cuidados e higienização maior, por outro lado existe ainda a necessidade de conscientização de moradores no que diz respeitos aos descartes de resíduos, ainda mais em um momento como este. Como alerta a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Em nota, a secretaria alerta para o descarte inapropriado das máscaras protetoras, que possibilita a contaminação de outras pessoas, principalmente os coletores municipais. Por isso, a orientação para as pessoas contaminadas com o coronavírus, ou até mesmo os que apresentam sintomas e aguardam o resultado do exame, devem ser ainda mais cautelosos com seu lixo.

De acordo com o secretário de Saúde, Amarildo Sousa, há denúncias na pasta sobre pessoas realizando o descarte de máscaras nas ruas da cidade, sem nenhum cuidado. “É preciso que todos pensem que sua falta de cuidado pode prejudicar inúmeras pessoas. O novo Coronavírus apresenta rápida disseminação e uma pessoa contaminada pode transmitir a doença para uma grande rede, principalmente se a mesma não souber que é portadora do vírus. Enfrentamos uma fase da pandemia em que todo cuidado é necessário para cessar sua força”, alertou o secretário.

A Semusa pede que os objetos de higiene pessoal, lixos do banheiro, por exemplo, e os materiais de proteção, como máscaras e luvas descartáveis, sejam depositados dentro de duas sacolas plásticas, um dentro do outro, gerando uma camada protetora. É preciso fechar devidamente a sacola, impossibilitando que a mesma se abra e permita que o material descartado vaze, caia, etc.

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