Com nível moderado, Matriz de Risco é lançada em Divinópolis; Confira as 5 variáveis de pontuação


Na manhã desta sexta-feira (19) a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) realizou uma coletiva de imprensa para divulgar a Estratégia de Mapeamento de Risco de Divinópolis, ou seja, um material que evidencia e orienta as medidas adotadas  por meio do monitoramento constantes da exposição da população aos riscos que se impõem no cenário atual.

De acordo com o secretário de Saúde, Amarildo de Sousa, a Matriz de Risco foi estudada e normatizada pelo Comitê de Enfrentamento e Combate ao Covid-19. “Ela analisa os índices que interferem no combate à epidemia, em relação aos seguimentos sociais, ou seja, o comércio, a indústria, áreas de lazer e afins (…) Isso que vai nortear nossos decretos e a regulamentação social em Divinópolis”, disse em live.

Conforme análise da Matriz de Risco, atualmente, a cidade encontra-se com a pontuação 12, estando em um nível moderado. Essa medida é feita de acordo com os índices hospitalares e o comportamento em relação ao isolamento e aglomeração. A partir desses níveis (que vai do risco baixo ao extremo) que as medidas serão norteadas e geridas no município.

Segundo o infectologista, Gustavo Rocha, os níveis são medidos a partir de cinco variáveis. “A primeira é a taxa de ocupação hospitalar em leitos específicos para a Covid-19, em que quanto maior a porcentagem de leitos ocupados, mais serias e drásticas são nossas ações (em termos de distanciamento social e fechamento de setores). Em seguida, temos o coeficiente de incidência, que é quantos novos casos ocorreram em Divinópolis dividido pela população, em que o resultado é comparado com nosso estado. Se tivermos uma incidência maior que Minas, isso conta mais pontos na matriz”, explica o especialista.

A terceira variável é a taxa de letalidade no município, ou seja, o número de óbitos da doença em relação ao número de casos totais confirmados. Em seguida, entra o índice de isolamento social, que é medido pela plataforma FarolCovid, em que quanto mais as pessoas estão se deslocando, ou seja, há uma diminuição no isolamento social e um aumento na pontuação, o que interfere na taxa de transmissão, que é medida diariamente pela Semusa, e que avalia quantas pessoas são infectadas por outra que possui o vírus. Atualmente, em Divinópolis, uma pessoa infectada contamina de 0,9 a 1,5.

O secretário de Saúde reforça que este é um momento crucial e que a reabertura total de todos os setores, que no município, atualmente, só reabriram cerca de 80% dos seguimentos, depende do isolamento da população.

“Divinópolis tem mantido uma taxa de isolamento de 36/37% nos últimos dias e o isolamento social é um fato determinante para que essas medidas aumentem ou não. Nós fizemos a flexibilização do comércio e de outros setores, mas reforçamos que diminuir as aglomerações e aumentar o isolamento social é possível mesmo com esses seguimentos abertos. Então peço, só se desloque, só vá ao mercado, comércio ou instituição financeira quando realmente for necessário, porque se a gente consegue aumentar a taxa de isolamento em 50%, os outros níveis caem e nós conseguimos que haja mais flexibilização”, orienta Amarildo.

Revogação da flexibilização

A diretora de Vigilância em Saúde, Janice Soares, que chegou a ficar internada na UTI após contrair a Covid-19, afirma que a avaliação dos índices será feita a cada 14 dias pelo Comitê, contudo, pode-se antecipar esse parecer caso a situação se agrave no município.

“Nós fazemos um monitoramento diário, por isso, se percebermos algum problema em relação a esses indicadores, se (a flexibilização) interferir de forma a agravar a situação, nós faremos uma avaliação antes do previsto. Nós estamos falando isso, porque, nós sabemos que, hoje, no país, estamos tendo dificuldade de encontrar medicamentos para a intubação, então, se o Brasil não conseguir resolver essa situação, vão começar a faltar medicamentos, o que refletir no número de leitos disponíveis. E, é preciso salientar que com isso, vamos ter que aplicar uma restrição maior, porque queremos garantir atendimento médico necessário à todas as pessoas que precisão em relação ao Covid e outras morbidades”, declara Janice.

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