Minas pode ter 16 vezes mais infectados do que aponta dados oficiais, concluem pesquisas da UFMG e UFOP


No Boletim Epidemiológico da Secretaria do Estado de Saúde (SES), divulgado nesta sexta-feira (15), Minas está com 4.196 casos confirmados e 146 óbitos em decorrência da doença.  Contudo, as subnotificações do estado superam em mais de quatro vezes a do Brasil. Segundo os pesquisadores da UFMG e UFOP, a proporção no país é de 3,8 pessoas com a Covid-19 para cada caso registrado.

De acordo com o levantamento e estudos feitos pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais e do Departamento de Física da Universidade Federal de Ouro Preto, há indícios que nessa terça-feira (12), Minas estaria com cerca de 45 mil pessoas infectadas com o Covid-19, com isso, pode haver 16,5 casos do novo coronavírus para cada um caso confirmado oficialmente.

Conforme a pesquisa, os resultados seriam pela quantidade de testes realizados. Enquanto o país realiza cerca de 1,5 mil testes por milhão de habitantes, Minas realiza apenas 476 por milhão, ficando atrás de estados como Amazonas, São Paulo e Distrito Federal.

Em escala mundial, o Brasil ocupa a 27ª posição em testagem por milhão de habitantes entre os 30 países mais afetados pelo coronavírus. Já no número de contaminados, o país sobe para a oitava posição.

Síndrome Respiratória Grave

Como divulgado pelo DiviNews, Divinópolis teve um aumento de 1.225% em internações provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o crescimento abrupto também é sentido nos dados do estado. Minas Gerais tem, entre os estados brasileiros, o terceiro maior número de internações por SRAG, mas aparece apenas na 11 posição na lista dos casos confirmados de Covid-19.

Para obter os resultados da pesquisa, os autores analisaram as estatísticas sobre hospitalizações feitas pela Fiocruz e fizeram uma comparação matemática da evolução temporal (2012 a 2019) de internações. Essa análise identificou, por meio da técnica de regressão, uma função que replica, com grau de confiabilidade acima de 90%, o comportamento típico dos casos de hospitalização por SRAG. Em 2020, houve um salto de casos de internações, obtendo-se a expectativa de casos sem o surto provocado pelo novo coronavírus. A diferença entre a curva matemática que representa os números esperados e o volume real de internações dá a medida da subnotificação. A nota técnica ressalta que os índices de subnotificação foram obtidos com base nos casos mais graves, que chegam aos hospitais

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