Ministério da Saúde aponta que Brasil tem 431 mortes e 10.278 casos já confirmados de coronavírus


Enquanto empresários de Divinópolis discutem entre eles, em redes sociais se vão ou não praticar a desobediência civil ao não seguirem o decreto do Governo de Minas e o Decreto Municipal, e abrirão suas empresas na marra na próxima segunda-feira (06), o Ministério da Saúde em Boletim publicado neste sábado (04) informa que o Brasil já alcançou o número de 431 mortes e os casos confirmados subiram de ontem, sexta-feira (03) de 9.056 casos para 10.278, representando um aumento de 13,5%. E que ainda que a tendência é que esse número seja ainda maior, já que estão sendo testados somente os casos graves dos pacientes que estão internados em hospitais.

De acordo com os dados do Ministério, a previsão é que os números nos próximos dias serão ainda maiores, já que a realização dos testes de detecção do coronavírus aumentaram.

São Paulo = 4.466 casos confirmados, com 260 mortes

Rio de Janeiro = 1.246 casos confirmados, e 58 mortes

Ceará = 730 casos confirmados, 730 caoses e 22 mortes

Minas Gerais = 430 casos confirmados, e 6 mortes (Boletim da SES, emitido as 10 h)

No boletim deste sábado(04), apenas os Estados de Mato Grosso e Acre não registram óbitos no País.

Toda a preocupação do governo, neste momento, está centrada em formas de prestar atendimento à população. A precariedade e a falta de suprimentos, leitos e itens de segurança é generalizada em todo o país.

O documento elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde afirma que a capacidade laboratorial do Brasil ainda é insuficiente para dar resposta a essa fase da epidemia.

A Rede Nacional de Laboratório é semi-automatizada, composta pelos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs), Instituto Evandro Chagas e todas as unidades da Fundação Oswaldo Cruz que juntas, em carga máxima, são capazes de processar aproximadamente 6.700 testes por dia.

Para o momento mais crítico da emergência, será necessária uma ampliação para realização de 30 mil a 50 mil testes de RT-PCR, que é o tipo de exame mais confiável.

O Ministério alerta que “não há escala de produção nos principais fornecedores para suprimento de kits laboratoriais para pronta entrega nos próximos 15 dias”.

Além disso, afirma que há carência de profissionais de saúde capacitados para manejo de equipamentos de ventilação mecânica, fisioterapia respiratória e cuidados avançados de enfermagem para lidar com pacientes graves de covid-19.

Outro ponto frágil são os locais de atendimento a casos críticos “Os leitos de UTI e de internação não estão devidamente estruturados e nem em número suficiente para a fase mais aguda da epidemia”, afirma o relatório.

(Com Folhapress e Estadão Conteúdo)

 

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