Com “Aliança para o Brasil” fora das eleições de 2020, Bolsonaro não apoiará nenhum candidato a Prefeito; Eduardo reclama dos oportunistas


Confirmando o que o Divinews já havia noticiado baseado em informações de Fernando Malta, presidente do PSL em Divinópolis e de Leonardo Faria, vice-presidente, de que o partido que Bolsonaro está tentando criar, o “Aliança para o Brasil”, nesta última sexta-feira (07), o deputado federal Eduardo Bolsonaro foi taxativo revelando que o partido não estará apto a participar das eleições de 2020 – A entrevista foi concedida ao Jornalista Evilásio Júnior, Eduardo Bolsonaro disse que a medida é necessária para que não ocorra o mesmo que aconteceu em 2018, quando o PSL “inchou” com a entrada de oportunistas e futuros traidores, infiltrados em meio aos verdadeiros apoiadores ideológicos das posições defendidas pelo clã Bolsonaro

“Então, a gente não quer que esse erro se repita. Se nós corrermos para formar o Aliança, neste momento, a gente vai ter menos de um mês para ter os nossos quadros para 2020, candidatos a vereador e candidatos a prefeitos. Então, eu acho que o mais saudável é a gente não criar o Partido antes de março, e deixar que ele seja criado depois de março, para que aí a gente consiga realmente ver quem é quem e fazer um processo seletivo de melhor qualidade” – disse o Deputado Federal.

Mas… E agora? E quanto aos milhares de Aliancistas que se desfilaram do PSL para acompanhar fielmente o Presidente Jair Bolsonaro – e que desejam emplacar as tão necessárias candidaturas de conservadores nas próximas eleições municipais?

Eduardo Bolsonaro orienta: “não vá para o PT, PC do B, PSOL ou PDT. Primeiro ponto, né, não vá para esses partidos de esquerda, porque não têm nada a ver com a gente. No mais, joga aberto. Se tiver que se filiar a um Partido agora, conversa e diz: ‘olha, eu gosto muito do trabalho do Presidente Bolsonaro e gostaria que, quando o Aliança for feito, a gente tenha um diálogo para migrar para o Aliança’”.

Cabe mais uma explicação a respeito da não-homologação do Aliança pelo Brasil, a tempo para concorrer às eleições 2020: o processo para homologação de um Partido Político depende, além do registro em cartório e coleta de assinaturas (etapas levadas à cabo pelos Aliancistas), da aprovação do Estatuto da legenda pelo STE e STF.

É evidente que tal passagem nos dois Tribunais Superiores não será feita “à toque de caixa” para “ajudar” Bolsonaro (por motivos óbvios). Depois da aprovação do Estatuto, a Aliança ainda terá de registrar oficialmente Diretórios Estaduais e Municipais em, pelo menos, 09 Estados da Federação (o que demandará mais um tempo curto).

Só depois desse trâmite todo é que o Partido Aliança pelo Brasil ficará apto a disputar eleições. Fica evidente, então, a impossibilidade disso tudo acontecer até março ou abril, como a torcida pelo Brasil deseja.

É necessário que os verdadeiros apoiadores do Presidente Bolsonaro tenham pragmatismo e oportunizem candidaturas conservadoras em legendas amigas do Governo Federal. Quanto ao Aliança, certamente a legenda estará ativada em 2022.

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