Por gerar desemprego em Samonte, prefeito Dinho repudia projeto de vereador que propõe proibição de soltar fogos em Divinópolis


O prefeito do Município de Santo Antônio do Monte, Dinho do Braz, em rede social repudiou o Projeto de Lei 01/2020 de autoria do vereador de Divinópolis Ademir Silva propõe a proibição de soltar fogos de estampido com mais de 50 decibéis na cidade, sendo permitido somente os de efeitos visuais –  O prefeito Dinho argumenta que a proposta do vereador, se aprovada põe em risco milhares de empregos naquele município, e conclama aos demais vereadores e a população de Divinópolis não apoiem a aprovação de tal projeto, pois isso também refletirá enormemente na economia de Divinópolis, já que muitos lojistas de Samonte e outros municípios limítrofes que compram roupas produzidas nas confecções divinopolitanas, que são vendidas para os funcionários das fábricas que produzem fogos de artifício.

O Sindicato das Industrias do Vestuário de Divinópolis, representado por seu Diretor Executivo, Marcelo Ribeiro se posicionou totalmente contrário a Lei, por que segundo ele, qualquer “coisa” que afete as vendas do setor, seja que percentual for, ele é contra. E atualmente Santo Antonio do Monte é uma grande compradora de confecção, principalmente do segmento de uniformes. Ele afirmou não entender por que só agora, depois de anos e anos e que se chegou a tal conclusão que estampido de fogos coloca em risco a saúde das pessoas. “E no passado, como era?”, questionou.

O Diretor do Sinvesd, acrescentou ainda à Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Samonte que o município faz a sua parte com os cuidados com os animais, porém eles não podem ter mais importância que o ser humano, que precisa botar comida na mesa de uma família.

Segundo o projeto do vereador, a  proibição se estenderia aos locais abertos e fechados, em espaços públicos e privados, que infringir a lei, se aprovada terá uma multa de R$ 745,10 e se houver reincidência o valor será dobrado. O projeto propõe ainda pena para organizadores de eventos no valor de R$ 22.353, correspondente a 300 UPFMD (Unidade Padrão Fiscal do Município)

A Justificativa de Ademir Silva para apresentar o projeto é com o foco nos animais, cães, gatos e aves, por eles terem uma audição mais apurada e sensível. Em seu texto apresentado no projeto ele diz que os animais ficam estressados e chegam a se mutilar ou se acidentar na ânsia de fugir de tais ruídos.

Adriano Carvalho, assessor e coordenador político do vereador, afirmou ao Divinews que o projeto só foi protocolizado na Câmara, que sua apreciação se dará somente ao término do recesso, depois de muitas discussões com a sociedade. E para isso o vereador vai propor até mesmo Audiências Públicas para discutir o assunto.

O assessor explicou também que a matéria não é inconstitucional, por um entendimento do Ministro do STF, Alexandre de Moraes. E que o vereador apresentou o projeto por um clamor popular que envolve as pessoas portadoras de autismos e os idosos, que além dos animais também tem impacto com os estampidos dos fogos. Avaliou ainda que não se trata de uma proibição e sim de limitar o barulho, e que a beleza dos fogos não está no estampido e sem nos efeitos visuais.

Sobre a lei, após a matéria ser publicada, um cidadão em contato com a redação do Divinews questionou como se dará a fiscalização, por que sua família gosta de soltar fogos, por existir cruzeirenses e atleticanos e um zoa o outro soltando fogos, e ele vai continuar a fazer isso. “Quem vai lá me fiscalizar?? – Vão me prender?? – Existem muitas pessoas em Divinópolis que soltam fogos por qualquer motivo, até por que ganhou no jogo de truco, ou qualquer outra besteira. E aí? Que lei mais besta!!”, afirmou.

Magnaldo explicou que os divinopolitanos não tem conhecimento de como a economia de Divinópolis será afetada se isso tivesse a possibilidade de ir em frente, muitos insumos são comprados em Divinopolitana, além da prestação de serviços de várias empresas. Citou empresas que vendem materiais de construção, a própria indústria da confecção que terá uma grande perda na aquisição de uniforme, isso diretamente, e citou nominalmente a empresa Mangueiras Brasil, entre outras que terão prejuízos, segundo ele.

10 comentários em “Por gerar desemprego em Samonte, prefeito Dinho repudia projeto de vereador que propõe proibição de soltar fogos em Divinópolis

  • 12 de janeiro de 2020 em 18:28
    Permalink

    Vereadores são isso mesmo, só fazem MERDA e ou gasta demais o dinheiro do povo, que pagam IPTU, IPVA, ISSQN, INSS CARO DEMAIS e eles não fazem nenhuma lei pra ajudar a abaixar os valores e aliquotas, eles que aumentaram o ISSQN aliquota viu povão.

    VÃO ÉSAIR ESTE ANO, 2020 CHEGOU ALELUIIIIIIAAAAAA

    Resposta
  • 11 de janeiro de 2020 em 08:38
    Permalink

    Porque gerar desemprego? Existem outras cidades onde não existe tal lei . Então, basta vender para outras cidades

    Resposta
  • 10 de janeiro de 2020 em 15:38
    Permalink

    Moro perto da Igreja Nossa Senhora no Bom Pastor, é uma vergonha o que fazem as 5 da madrugada, soltam fogos acordando crianças e idosos, uma falta de vergonha para uma instituição que deveria seguir as leis municipais, parabéns ao vereador!

    Resposta
  • 10 de janeiro de 2020 em 15:36
    Permalink

    Eu apoio esta lei sem duvida nenhuma, as igrejas soltam fogos as 5 da madrugada sem o maior respeito para com o cidadão!

    Resposta
  • 10 de janeiro de 2020 em 13:41
    Permalink

    DAQUI A POUCO VAI VIR A LEI……….NAO CONVERSAR DENTRO DO COLETIVO INCOMODA OS USUARIOS…………ESTA CIDADE E UMA VERGONHA NEM TEM PROJETOS BONS PARA O MUNICIPIO ……..ENTAO INVENTA UMA,,,,,,,,,,,,,,NAO ENTRAR NA UPA DE BERMUDA VAMO QUE VAMO SEUS VEREADORES…

    Resposta
  • 10 de janeiro de 2020 em 13:31
    Permalink

    Tem que criar uma lei é multar pessoas que tem cachorros e deixam aquela porcaria latir o tempo todo. Oh bicho do capeta. Esse vereador não tem o que fazer não?
    Fogos de artificio é uma vez por ano, já a porcaria dos cachorros é todo santo dia.

    Resposta
    • 12 de janeiro de 2020 em 19:29
      Permalink

      Se é uma vez por ano pode? Mesmo sendo proibido por lei? Se a moda pega em, vamos ter gente matando e dizendo: Aaaaa foi só uma vez neste ano!

      Resposta
    • 12 de janeiro de 2020 em 19:32
      Permalink

      Se não sabe existe a lei do silêncio, e deve ser respeitada nem que seja uma vez na década!

      Resposta

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado.

PODCAST: escuta essa!!