Por Léo Junqueira: Do que era esperado, ao Amargo Regresso


A cena pode lembrar aquela, do filme “O Poderoso Chefão”, quando Dom Corleone entra na sala do prefeito de Chicago e ocupa sua cadeira sem a menor cerimônia. Também, pode ser uma cena real na prefeitura de Divinópolis, do início de 2017, e que poucos puderam testemunhar.

Na verdade, não existe uma história que possa retratar, com fidelidade, o que acontece nos bastidores da política. Sabemos apenas de notícias despejadas por assessorias comprometidas com o “descompromisso”.

Divinópolis tem uma gestão pública ao avesso, quando um prefeito eleito por suas ideias passa a ser subordinado a pessoas estranhas à sua campanha, que lhe deu a vitória nas eleições.

Com uma petulância extraída de vaidades pessoais dos secretários municipais o “navio está à deriva” e a população busca na figura de Galileu Machado, as explicações de “por que” a cidade tem tantos problemas. Ninguém procura uma Secretaria de Governo, Secretaria de Administração, ou qualquer outra Secretária (ou secretário). Procuram quem eles elegeram, ou seja, o “Senhor Prefeito”, que do alto dos seus mais de 86 anos, luta em várias frentes, como na busca de recursos do estado, ou desbloqueio de verbas, dívidas que foram assumidas em administrações passadas, descasos de assessores e principalmente, a incompetência do seu grupo político, que não se importa em ser “fogo amigo” de grandes efeitos.

Pode-se dizer que “política tem destas coisas”, mas a história não precisava de cenas como assessor Especial sendo preso, brigas familiares em corredores da prefeitura, assessora de comunicação se exibindo em redes sociais atrás de curtidas e compartilhamento ou as acusações desprovidas de ética proferidas por vereadores, que pegaram garupa no carisma de Galileu, foram líderes de seu governo e o traíram como se descarta um bagaço de laranja chupada.

Acho que a inversão de valores na política define bem o calvário do nosso “velho guerreiro” de tantas batalhas.

Onde está o “Poderoso Chefão”? Onde é possível encontrar as informações corretas sobre a atual administração? O que está acontecendo com Galileu Machado, aquele que pediram sua volta nas urnas? Onde está a ética elementar de seus secretários, na condução de seus trabalhos em benefício de Divinópolis?

Eu poderia chamar pelos nomes ou, também, denunciar a ganância, que impera no Centro Administrativo de uma cidade, que em épocas recentes era vista como a Capital do Centro Oeste Mineiro.

Acho que não queremos uma “La Camorra” governando Divinópolis. Nosso prefeito precisa de ajuda e compreensão e não de um “chefão” especial. Ele precisa de espaço para colocar as boas ideias e não secretários que buscam aplausos de uma plateia imaginária. Não votamos em secretários e assessores, sejam especiais ou familiares.

Por isso, acho que podemos continuar pedindo “volta Galileu! Mas volte de verdade!

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