Nem Freud entende a cabeça dos eleitores, o psicanalista ficaria pirado ao interpretar o que eles dizem até que eles apertem a tecla das urnas. Pensam uma coisa, falam outra e na hora “H” fazem outra totalmente diferente, são voláteis e influenciáveis, e o PSDB, é macaco velho nisto e sabem disto.
A oposição achou que diante de tantas reclamações da população, achou que Vladimir estava “morto” liquidado. Esqueceram que uma característica do brasileiro é reclamar, reclamar e reclamar. A oposição achou que a Copasa, saúde e buracões fossem suficientes para tirar o prefeito do páreo. Partindo deste pressuposto não se esforçaram o suficiente para fazer uma grande aliança. Cada candidato no seu santo egoísmo olhou apenas para seu umbigo, achando que derrotaria Vladimir como cabeça de chapa, fácil, fácil. Nenhum candidato quis abrir mão para ser coadjuvante todos queriam ser o artista principal do filme eleitoral. Deu no que deu.
Pela pulverização de todos nas cinco candidaturas, Vladimir com a força da máquina e fazendo o que o PSDB sabe fazer muito bem, usar a euforia psicológica da vitória no “já virou” ou no “ta na frente” abiscoitou o nado de 36,26 dos eleitores, o suficiente para Elegê-lo novamente.
Em uma repetição de 2008, Galileu ficou exatamente com o mesmo percentual e com a mesma votação. Como já era sabido Galileu arranca, mas não tem fôlego para chega sozinho. Ajudaria a ganhar, mas não ganha sozinho.Novamente teimou e se deu mau. Beto Cury, um divinopolitano ausente, não teve a humildade de fazer uma auto-analise da sua condição de morador-turista, e só cresceu porque na reta final Demetrius pulou no seu barco, como sempre atrasado, no tempo dele, que ele cisma que controla. Mesmo assim Beto atropelou por fora e repetiu a atuação de Geraldinho Martins em 2008, chegando em terceiro lugar.
Heloisa Cerri (PV) repetiu a atuação de Marcos Vinicius em 2008, com um pouco mais de voto. Largou como uma possível grata surpresa, ancorada no sucesso de outras mulheres vitoriosas, Dilma Rousseff e até mesmo Marina Silva, mas exagerou na dose da batida do prefeito e criou mirabolantes planos de governos que deixou os eleitores desconfiados. Segundo informações colhidas, a pá de cal foi o tarifa zero com a municipalização do transporte público , assim como o cancelamento do contrato da Copasa e a revitalização Emop substituindo todas as empreiteiras para realizar obras na cidade. A população analisou como uma cidade com idéias socialistas dentro de uma cidade/estado e pais capitalistas. Seria a estatização da cidade. Somados à falta de um discurso mais conciliador, mais ameno, menos agressivo. Na reta final a população ficou confusa e inviabilizou o nome de Heloisa Cerri.
Beto Cury cresceu no final, mas não dava mais tempos para super Galileu e muito menos Vladimir Azevedo. Como já dito, Demetrius demorou a decidir, como sempre. Beto tinha um discursos apaziguador, mesmo sendo surrupiado nos projetos do governo federal, ele lutou pouco para tomar posse do que era seu. Até mesmo no debate final da TV Integração, o próprio Vladimir levantou a bola perguntando qual era sua opinião para a habitação e ele não fez o gol falando do Minha Casa Minha vida, tomando posse. Talvez, não se sabe. Se tivesse um tempo maior de campanha com a entrada de Demetrius que tirou os votos dos servidores que estavam com Heloisa Cerri e os levou para o Beto Cury, a história poderia ser outra. Mas, o ex-prefeito entrou no último round e não teve tempo.
Toquato foi o grande vitorioso em crescimento saiu de 2% e foi para 4%, dobrou a votação. Sabia que não ganharia mas preparou o cenário para 2014 ou quem sabe novamente em 2016, afinal Lula tentou quatro vezes. A soma do índice de Torquato com qualquer candidato não alteraria o quadro.
No final do processo prevaleceu o que o PSDB sabe fazer de melhor, com maestria, o marketing da vitória, a chegada. Os discursos ufanistas, as obras de asfaltamento de última hora, a renovação das promessas. O barulho dos jovens militantes criando uma catarse de já ganhou. Enfim a fórmula tucana em reta final de campanha mais uma vez saiu vitoriosa. À oposição resta chorar e lamentar os “se…”, “se isto….”, “se aquilo….”
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