A declaração do secretário Adjunto de Saúde de Minas, Nalton Moreira, que o Estado não tem dinheiro para a conclusão das obras do Hospital Publico Regional, localizado em Divinópolis, tornou-se pauta de quase todos os vereadores. Porém, o discurso mais veemente, seguido de uma ação prática, que foi o envio de um requerimento para o Chefe do Executivo de Minas, o Governador Fernando Pimentel, o convidando a dar explicações sobre a fala de Nalton, foi do vereador Delano Santiago, com os nomes de todos os outros 16 vereadores – Delano afirmou em seu pronunciamento, está preocupado que a obra acabe se transformando em um elefante branco, em consequência da situação financeira de Minas – O assunto veio à tona na reunião ordinária da Câmara, desta última terça-feira (23). Contudo, a declaração de Nalton foi feita por ocasião da inauguração da Sala Vermelha, do Hospital São João de Deus, quando disse que a prioridade do Governo é a recuperação do HSJD e não a construção do Hospital Regional – No lançamento das obras do hospital, a previsão inicial era que R$ 47.830.050,00, ou seja, quase R$ 49 milhões. Na administração de Vladimir Azevedo, foi gasto o valor previsto, e com diversos outros aditivos, o valor alcançou cerca de R$ 90 milhões – Veja a fala do vereador ““Saiu uma notícia em uma mídia de Divinópolis, que o estado não tem mais como prioridade inaugurar o Hospital Público Regional. Já são mais de R$ 100 milhões reais empregado na obra, faltam apenas, 15 a 20% para a sua conclusão. E sai a informação que o Estado chegou à conclusão que não é mais prioridade inaugurar por que o estado está falido – Se não concluírem as obras, o hospital poderá ser alvo de depredações e a retomada das obras no futuro será muito mais oneroso, do que continuar agora e terminar a bora”, lamentou o vereador – Delano sugeriu que à Presidência da Mesa que fosse montada uma comitiva para ir até o Governador levando o pleito da continuidade das obras do hospital, com a presença também do Executivo e da imprensa local – Outra sugestão que o vereador poderia dar para o Executivo, que é do seu partido, é fazer uma auditoria profunda nos repasses que foram feitos para o Hospital Regional. Pois orçar uma obra em R$ 48 milhões, e o valor ter ultrapassado o dobro, e ainda não ter terminado. É bem estranho. Lembrando que esses períodos ocorreram várias eleições, tanto no âmbito federal, quanto municipal. E diante do que o Brasil está vendo, de tantos desvios, não custa nada passar um pente fino em tal obra. – O próprio Ministério Público, sem a necessidade de ser provocado, diante de tais fatos, poderia se interessar pelo caso e investigar. Senão, como ocorria com o HSJD, não tinha dinheiro que resolvesse o problema. Como disse o próprio secretário de Saúde. “Era um saco sem fundo, por que era um problema de gestão, e não de dinheiro” – No Caso do Hospital Regional, o problema pode ser outro, que não é gestão. E sim corrupção. De quem? Só uma auditoria pode detectar. Pois foi muito dinheiro colocado na obra.