O promotor de Justiça de Divinópolis, Gilberto Osório Resende, após a entrevista concedida ao Divinews, sobre os casos de nepotismo praticados por servidores públicos municipais da Prefeitura e da Câmara de Divinópolis, diante do momento que o Brasil atravessa, que está sendo passado a limpo, com a deflagração da operação Lava Jato, concitou que a população continue a participar denunciando os desmandos da administração pública. Porém, fez um alerta, “que seja com responsabilidade e não com denuncismos somente para prejudicar alguém” – Leia sua fala na íntegra: “O Brasil tem sido passado a limpo, e a Operação Lava Jato deflagrou uma conscientização da população, e o povo tem que fazer valer o seu direito de representação – O povo tem que saber que ele elege para ser representado e não para ser tripudiado. Acho que a população deve continuar participando, se mobilizando de maneira pacifica para cobrar dos seus governantes responsabilidade na administração dos recursos públicos. Por que se não for assim, as instituições que combatem estarão enfraquecidas e nesta medida, vamos ter resultados muitos pequenos, muito aquém daquele desejado para a gente corrigir os rumos do nosso país e encontrar o crescimento, por que é intolerável que o Brasil com toda a riqueza que possui está em um status de crise, como esse que estamos vivenciando. E muito disso, a população tem que ter consciência, que é fruto de desvios de recursos e má aplicação de verbas públicas e de corrupção – Concito que a população continue participando e denuncie para que possamos apurar. Mas que não seja denuncismo, que sejam fatos palpáveis. A população precisa ter noção de que não é denúncia de qualquer coisa, que seja feita com responsabilidade – Denuncismo para prejudicar alguém, pode resultar inclusive em ação contra a pessoa, por denúncia caluniosa. Precisamos de elementos sérios, elementos idôneos que nos permitam chegar a algum resultado. Isso tudo vai ser produzido em benefício da população. Mas é preciso ter consciência da responsabilidade na hora de formatar essas informações para serem trazidas para o Ministério Público”.