Na última reunião ordinária da Câmara de Divinópolis, até vereadores que “estavam na muda”, voltaram a falar

Publicado por: suporte

Na última quinta-feira (15), os vereadores da Câmara de Divinópolis realizaram também a última sessão ordinária da atual legislatura. Dos dezessete apenas cinco edis retornarão à Casa, e tomaram posse nesta sexta-feira (16) – Dos doze não eleitos, dos quais alguns que estavam no mais completo silencio, desde que perderam as eleições, voltaram a falar. Tal como pássaros “saíram da muda”, e se despediram em tom melancólico e de tristeza, mas prometendo continuar na luta e tentar retornar em 2020 – O vereador Edmilson Andrade voltou a falar sobre o seu eterno tema, HSJD, o quanto ele acha a instituição importante para a região e o ele que fez pelo hospital. Como a partir da nova administração deixou de ter total entrada no hospital, como tinha na época da Dictum, transpareceu uma certa amargura, por não ter conseguido mais exercer na pratica a presidência do Conselho de Saúde da Câmara. O petista cometeu um erro mortal: deixou de ser “Edmilson do Niterói” para virar o “Edmilson Andrade” – Kaboja, embora tenha sido reeleito, ficou bravíssimo com o que alguns moradores do Jardim Primavera, em Ermida postaram contra ele nas redes sociais, o edil chegou a xingar de “nojentos” seus desafetos que ele também chamou de traidores e ameaçou levar o dinheiro de emenda parlamentar de Jaiminho para outro lugar – José Wilson Periquito, que também mudou de nome. Ao ser eleito em 2012, era Periquito Beleza, foi outro que também ficou decepcionado com os seus eleitores do Planalto, mas prometeu continuar trabalhando. Contudo, deu uma espetada no vereador Eleito Ademir, que “invadiu” a área dele “Tomara que ele consiga cumprir, pelo menos um terço do que prometeu”, afirmou – Edimar Felix, que em 2012 teve a “Ana do Quintino”, como uma forte cabo eleitoral no bairro, mas a abandonou no meio do caminho, viu seus votos (1.128) minguarem pela metade (418), com a guerrilha que Ana fez contra ele nas imediações, e ainda saiu candidata a vereadora, não foi eleita (629 votos), mas atrapalhou a reeleição de Felix, que sequer usou a tribuna na última sessão – Delano Santiago enumerou algumas qualidades e defeitos de cada vereador, e disse que está no PMDB e continuará, até que o partido lhe prove ao contrário de que está do lado do povo. Delano também reconheceu a importância do papel da imprensa, em informar mesmo que em alguns momentos os fatos não lhes sejam favoráveis, mas criticou os comentários anônimos e desabonadores na internet – Edimar Máximo, afirmou achar que combateu o bom combate e guardou a fé, e diz sair de cabeça erguida. Outro que cometeu erro de morte política nesta eleição foi o próprio Máximo, que ao aceitar fazer coligação com o PR de Anderson Saleme, teve uma votação um pouco maior (1.395) que a anterior (1.172), mas, o seu PHS, junto com o PR não fizeram legenda e ambos ficaram de fora, em consequência de Anderson não ter repetido as performances do ano anterior (2.728), sua votação caiu assustadoramente (1.389) – Adair Otaviano, após se despedir dos vereadores que não foram reeleitos, seguiu na mesma toada dos últimos 8 anos, sua ferrenha crítica ao Executivo, desta vez foi a mudança para a nova sede administrativa da prefeitura, com os salários dos servidores atrasados e o valor final da obra – Edimar Rodrigues (PSD) que na sessão ordinária logo após a eleição, por não ter conseguido ser reeleito ganhou uma festa de seus correligionários, também agradeceu aos seus eleitores e aos servidores da Câmara. Edmar com seu estilão tranquilo que não entra em embates, e quando entra consegue apaziguar, tanto é que foi governo o tempo todo, mas no plenário nunca se expos muito. Contudo seus eleitores não perdoaram e ele caiu para 2.216 votos em 2012 para apenas 1.228 votos na eleição de outubro - – Careca foi outro que foi abatido logo no início da legislatura, quando votou favoravelmente à venda de dezenas de lotes e junto com outros foram carimbados pelos eleitores. Não adiantou depois, tornar-se oposição ao governo. Careca em 2012 que foi eleito com 1.806 votos, caiu para 779, ou seja, para menos da metade. No seu discurso da última sessão ordinária seguiu com sua crítica ao prefeito, desta vez falando sobre a reprovação das contas do prefeito em 2013 – Saleme deu adeus, ao mandato, sendo homenageado por uma claque de correligionários (familiares e amigos) que estendeu uma faixa no plenário. “Andinho”, como é chamado por alguns vereadores, quando querem alfinetá-lo, foi outro que só se preocupou com as eleições em cima da hora. Não estruturou o PR ao longo dos últimos 4 anos, e ficou com um partido de uma estrela só, que ao final sem opção, já que ninguém queria coligar com um candidato que em 2012 foi o 2º mais bem votado com 2.728 votos, teve que coligar com quem o queria, que foi o PHS de Edimar Máximo - Rodyson do Zé Milton, foi outro que mudou de nome ao longo do mandato, deixou de ser “do Zé Milton” no primeiro mandato, que tinha o legado do pai, e passou a adotar no segundo mandato, um nome complicado, que muitos enrolam a língua para falar “Kristinamurti”, que convenhamos não é nada popular. Rodyson em sua despedida falou de suas realizações e do prêmio que recebeu, “Mérito Tiradentes”, além do projeto de imposto progressivo para lotes vagos, que ele não conseguiu ver aprovado. O fato é que os redutos eleitorais do tucano, foram invadidos pelo vereador eleito, Josafá Anderson, no Afonso Pena, e Janete Aparecida, no Alto São Vicente, aliado ao seu próprio desgaste de defesa intransigente de um governo tucano –  Marquinhos Clementino, que foi candidato a prefeito de Divinópolis, obtendo nas urnas quase 35 mil votos, encerrou o seu mandato, agradecendo a votação que obteve nas urnas, e desejou que o próximo prefeito, Galileu Teixeira Machado faça um bom trabalho. E disse: “Por que quando uma administração tem êxito, toda população sai ganhando, e eu como divinopolitano quero ver minha cidade crescendo, produzindo mais, ver as pessoas trabalhando e a renda per capita aumentando cada vez mais”. É consenso que os deputados que se aliaram ao projeto do Marquinhos, mais atrapalharam do que ajudaram, já que a sociedade está com ojeriza dos políticos profissionais. O exemplo maior disso, e bem próximo, foi a eleição de Kalil como prefeito de Belo Horizonte, derrotando políticos profissionais, como João Leite, Aécio e Companhia Ltda.  O último pronunciamento foi do petista Edimilson Andrade, que logo após sua derrota nas urnas, diferente dos demais vereadores derrotados, não conseguiu esconder sua tristeza, e emudeceu totalmente. Ficou alheio ao que estava ocorrendo ao seu redor, deixou de lado sua bandeira da saúde e se recolheu. Edimilson, voltou ao tema Hospital São João de Deus e fez uma denúncia que posteriormente foi tema de uma pergunta do jornalista Flavio Flora do Jornal Agora, para a atual Comissão Interventora do HSJD, que foi inteiramente sanada com a resposta da consultora Jomara Alves. Mas, segundo o petista, o HSJD tem uma dívida de R$ 140 milhões de reais, e se não chegar R$ 2 milhões de reais todos os meses, o hospital vai entrar em um colapso, por que trabalha com déficit. Edmilson afirmou que existem mais de 400 pacientes esperando por cirurgia ortopédica – O fato é que, a entrada livre do vereador aos números do hospital não ocorre mais, como acontecia com a administração anterior em que eles passavam o cenário verbalmente para ele. E havia uma ligação forte dos membros da Dictum com o vereador. A estratégia de Edmilson foi equivocada, no momento em que ele deixou o seu reduto, o Niterói, e passou a fazer política uma macro da saúde, em reuniões com a alta cúpula do Estado, da União e do município, mas distante do seus eleitores. Errou feio.  (CLIQUE E OUÇA O ÁUDIO)


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