
De acordo com o bioquímico epidemiologista da Semusa, Osmundo Santana Filho, em Divinópolis foram confirmados, em 2016, quatro casos da doença – todos do sexo masculino, e destes, dois morreram. Todos os casos tiveram contato com a região de mata localizada no prolongamento do bairro Eldorado. Técnicos da Vigilância Ambiental, juntamente com técnicos da Superintendência Regional da Saúde, estiveram num local próximo a residência de uma das vitimas investigadas pela Vigilância Epidemiológica. No local foi feita uma varredura visando à captura de carrapatos para confirmar os casos.
São apontados como ambientes de maior risco, áreas de pastagens, as matas ciliares e a proximidade de coleções hídricas, principalmente se houver a presença de animais como cavalos e capivaras. “Registram-se casos de Febre Maculosa ao longo de todo o ano. Entretanto, a maior incidência da FMB ocorre no período de maior reprodução do vetor, no período de junho a outubro. Para todo caso suspeito de FMB é obrigatório fazer-se a notificação imediata, por se tratar de doença grave”, destacou o epidemiologista.
Prevenção da Febre Maculosa
Evitar áreas infestadas pelo carrapato e, se possível, usar calças e camisas de manga comprida e de cor clara para facilitar a visualização do artrópode.
Após a exposição a ambiente de risco, deve-se inspecionar o corpo para verificar a presença de carrapatos e retirá-los imediatamente.
A retirada dos carrapatos do corpo deve ser feita utilizando-se pinças (se disponível luvas também), o mais rápido possível, pois, quanto maior o tempo de permanência do carrapato aderido ao corpo, maiores as chances de contrair a doença, caso o carrapato esteja infectado pela bactéria Rickettsia. Lavar em seguida as mãos.
A retirada deve ser cuidadosa, realizando-se movimentos giratórios com o vetor, para garantir a retirada do carrapato inteiro, sem deixar o aparelho sugador aderido à pele, o que pode aumentar o risco de infecção.
Não se deve esmagar o vetor com as mãos ou entre as unhas, pois, isso aumenta o risco de infecção.
Deve-se fazer o rodízio de pastos e a capina da vegetação para controle da população de carrapatos, e o manejo adequado dos animais que são potenciais hospedeiros e reservatórios da doença, inclusive o controle de carrapatos em animais domésticos.

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