O GOLPE com cara CONSTITUCIONAL de IMPEACHMENT, era fava contada. Mas não começou a ser urdida na chantagem de Eduardo Cunha ou da representação do senil (a familia pensou em interditá-lo) petista arrependido Helio Bicudo, do tucano Miguel Reale Junior e da advogada, Janaina R$ 45 Paschoal, o embrião foi no resultado das eleições de 2014, com o inconformismo da derrota que o senador Aécio Neves sofreu nas urnas, ele colocou e alimentou, sem cessar nem um minuto, o fogo na fogueira do golpe, travestido de impeachment, e ganhou terreno fértil com o segundo vingador, também péssimo bandido/perdedor, Eduardo Cunha, que não se conformou com dois fatos, o primeiro o não apoio do Planalto à sua candidatura para presidente da Câmara, quando os petista escolheram o Arlindo Chinaglia (PT), mas Cunha que tinha todos os deputados comprados, e a negativa de Dilma em fazer um acordo usando sua bancada petista para ajudar a livrar da cassação, o escroque que tem, comprovadamente, pelo MPF, milhões de dólares do exterior – O que aconteceu neste ínterim, como exemplo, a formação de uma “Comissão Especial” para analisar e votar a legalidade do impeachment/golpe, pasmem tendo o senador tucano, ex-governador de Minas Gerais, Anastasia (mineiro pedalador), como relator da tal comissão, passando pela defesa da ex-presidente que foi pessoalmente no covil do Senado, e os discursos dos excelentíssimos senadores nesta última terça-feira (30) justificando seus posicionamentos para tentar dar cara de legalidade ao golpe, até desaguar nesta quarta-feira dia (31) dia “D”, da vergonha nacional, foi apenas jogo de cena ao que eles, os golpistas chamam de “impeachment constitucional”, previsto na Carta Magna, porém não se aplica no caso. Já que o próprio Ministério Público Federal, técnicos do Senado, a imprensa internacional, afirmam taxativamente e exaustivamente que não existiram as tais pedaladas fiscais, que todos os ex-presidentes também pedalaram. A cassação de Dilma foi um ato meramente político. Alegam que, por ela ter perdido a sustentabilidade de governar, como se o regime do Brasil não fosse presidencialista e sim parlamentarista. E até mesmo pessoal por não terem gostado do jeito “gerentona”, da agora ex-presidente, nada dada a fazer política de bastidores e concessões que são tão normais na política, mas que no mundo ético são consideradas “negociatas” – Para cassar Dilma foram superados os 54 votos necessários, votação já era prevista que ocorreria, dado ao lobby e pressão em cima dos senadores que ainda estavam indecisos. Com destaque para a velha e boa mídia golpista, capitaneada pela Globo, que daqui a 50 anos voltará a pedir desculpas pelo golpe de 2016, como ela fez em 2013 ao reconhecer que o apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro. Fazendo as contas, se em época de aceleração exponencial da internet, a emissora ainda existir, em 2066 emitirá uma nova nota, e o neto do vovô Willian Bonner ocupando a bancada do Jornal (Des)Nacional vai ler – A imagem da perplexidade de Aécio diante de sua derrota nas urnas, é emblemática. E foi a partir de então, que ele partiu para cima, e “finalmente” conseguiu, quase dois anos depois, venceu a batalha, mas não a guerra. Continua sem a faixa presidencial – Quem foi impitimada, não foi Dilma Rousseff, que fosse outro nome, de qualquer partido. O voto de 54 milhões de eleitores foram pulverizados e a Democracia seriamente comprometida, além da instabilidade juridica em todos os níveis, nos municipios e nos estados. Mas, é quase certo que alterarão a Lei, para que prefeitos e governadores não possam ser punidos da mesma forma. É GOLPE, sim!
Votação: 61 a favor do impeachment X 20 contra o impeachment
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Nota do editor: a certeza da cassação era tanta, que esse artigo/materia foi feita antes do inicio do espetáculo no picadeiro do Senado Federal.







