Mesmo após ter emitido uma Nota Oficial nesta última segunda-feira (04), logo após a coletiva de Benicio Cabral presidente do Inquérito 370/2013, que foi explicito em dizer que, desde 2006 existia uma verdadeira quadrilha instalada na Prefeitura de Divinópolis, com o claro objetivo de fraudar os recursos federais proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC Saneamento, o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo convidou a imprensa nesta terça-feira (05) para em entrevista coletiva rebater as acusações feitas pelo delegado da PF – Conforme o prefeito, o que o motivou a conceder a entrevista foi para esclarecer os fatos dentro dos seus princípios de vida, morais, éticos e políticos, da honra e dignidade – Já respondendo a primeira pergunta feita por uma jornalista da TV Integração, o prefeito disse não entender que exista qualquer organização criminosa dentro da Prefeitura e ainda que, quando ele tomou posse já existia um contrato, um plano de trabalho, recursos disponíveis e uma necessidade da comunidade mais carente para o asfaltamento de ruas, e citou alguns bairros como, Cidade Jardim, Nova Holanda, São Simão, Candidés entre outros. E que não havia nenhuma recomendação interna, da controladoria e tão pouco externo, do Tribunal de Contas da União (TCU), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), Ministério Público, e Câmara de Vereadores de que o contrato teria qualquer tipo de problema, “tudo foi feito dentro do direito administrativo e na busca da celeridade na aplicação dos recursos, tudo feito dentro das normas, sem nenhuma suspeita de nada” – Quanto a continuidade do então gerente, na época, que posteriormente em 2009, tornou-se o superintendente da Usina de Projetos, Lucio Espindola, Vladimir disse não ter tido conhecimento do seu histórico no município de Ouro Preto e que sua contratação foi para dar celeridade às obras – Contudo, Vladimir disse que em 2014 recebeu uma recomendação da CGU (Controladoria Geral da União) para que apurasse possível superfaturamento no contrato, e que por excesso de zelo a execução do contrato foi paralisado. Na ocasião a CGU levantou 23 irregularidades que foram esclarecidas pela Prefeitura e posteriormente o comunicado de irregularidade por parte da CGU, foi cancelado. Quando o contrato foi liberado, em fevereiro deste ano, o prefeito afirmou que não quis mais, por isso resolveu fazer uma nova licitação para o PAC Saneamento, que foi a origem do problema – “No final de 2013, tivemos a recomendação que fossem afastadas quatro pessoas, e de pronto nós acatamos. Sempre por zelo, mas sem a condenação previa de tais pessoas – O chefe do Executivo respondendo a pergunta do jornalista do Gazeta do Oeste, de uma afirmativa do delegado federal de que encontrou várias assinaturas dele (Vladimir) em vários documentos, e que só não o denunciou à Procuradoria por ele ter foro privilegiado como prefeito que é, Vladimir disse: “Com sua autoridade, ele tem todo o direito de ter suas convicções institucionais, mas tudo que fizemos e as minhas assinaturas estavam alicerçadas na legalidade e de zelo com a coisa pública. Se ele (Delegado) tem esse entendimento, respeitar, discordar e me defender. O prefeito disse que se defenderá no Ministério Público Federal, da mesma forma que o fez quando das oitivas na Policia Federal – Quanto a colocação do Delegado Federal de que teriam sido beneficiados bairros menos populosos, o prefeito retrucou que existem pessoas que não conhecem como foi formada a cidade, que chegaram depois. “Qualquer quadrante da cidade, nos extremos ele é carente de investimentos, de infraestrutura básica” – O foco principal da investigação da PF foi o aproveitamento de um contrato pré-existente, sendo aproveitado para receber recursos federais, sem que houvesse ocorrido qualquer licitação. E sobre isso o prefeito explicou que o contrato não foi feito no mandato dele, mas que foi observado todo um rito técnico/jurídico, que não teria sido apenas uma canetada do ex-prefeito Demetrius, com pareceres da Prefeitura, do Ministério e da Caixa, com o entendimento de que o aproveitamento do contrato era legal.