Demetrius, ex-prefeito de Divinópolis, e servidores, além de empreiteiros e funcionário da Caixa são indiciados pela PF – Atual prefeito com foro privilegiado será encaminhado para MPF
A Policia Federal, como já agendado para esta segunda-feira (04), em entrevista coletiva, através do presidente do inquérito 370/2013, o Delegado Federal Benício Cabral, da PF em Divinópolis indiciou o ex-prefeito Demétrius Arantes Pereira, e citou também o nome de Vladimir Azevedo, contudo, sem indiciá-lo, por ele ter foro privilegiado como prefeito, além dos ex-servidores públicos municipais, Lucio Espíndola, Kelsen Rios, Cleber Evangelista, Gilber Alves Bernardo, João Evangelista, Mauri Menezes – Também os empresários, José Alberto Correia Moreira (CONSERVA); Flávio Henrique Anunciação, Ricardo Lima Bento Filho (LIBE), Gustavo Alberto Parreira Canaverde, José Henrique Curi (SABRE), Apion Sólon, Agta Sólon. – Além do funcionário da Caixa Economica Federal, Romulo Martins de Freitas, que era o Superintendente Regional da instituição financeira na época - O delegado afirmou que havia uma verdadeira quadrilha instalada na Prefeitura de Divinópolis, sendo que o grande mentor e espinha dorsal de todo esquema era Lúcio Espindola. Benicio Cabral. Disse que nas oitivas todos afirmavam não saber de nada, eram verdadeiros anjinhos, negavam qualquer participação e desconheciam irregularidades que estava mais do que evidenciadas - Benicio (Delegado Federal), avaliou como estranho que o ex-prefeito Demétrius Arantes, mesmo sabendo do histórico de Lúcio Espindola no município de Ouro Preto, onde já respondia processo, mesmo assim o contratou. E mais estranho ainda que o atual prefeito Vladimir Azevedo, tivesse continuado com ele em seu governo e ainda o promoveu, pois anteriormente ele era o gerente do PAC e na administração de Vladimir ele passou a ser superintendente da Usina de Projetos – De forma bem resumida e simples, o fato é que na administração do ex-prefeito Demetrius Arantes, existia um contrato de Apenas R$ 6 milhões com o Estado de Minas. Lucio engenhosamente resolveu turbinar o contrato, com isso inseriram, uma verba federal, oriunda do PAC SANEAMENTO de R$ 46 milhões, sem que fosse feita nenhuma licitação. O pior é que os recursos não foram usados para o seu objetivo final que seria o asfaltamento de diversos bairros. Segundo o Delegado, em entrevista realizada com o Divinews, no passado. O entendimento da planilha de asfaltamento era muito difícil de ser compreendida. Isso por que os bairros que estavam no planejamento, foram alterados para outros, e na hora da execução também não eram os que foram alterados, também eram outros – A responsabilização da Caixa Econômica foi por sua omissão de fiscalização, que começou com o ex-superintendente Romulo Martins, que fez vistas grossas para as irregularidades. Contudo, embora não tenha sido indiciado, a omissão passou também pelo substituto de Romulo, Constantino Dias Neto, que chegou a ser transferido para Belo Horizonte, e foi rebaixado do seu cargo, de superintendente passando a ser um funcionário normal do banco - O Divinews publica matérias sobre o caso desde 2013, quando da denúncia anônima que foi feita por um servidor público municipal, na época em que as investigações ainda estavam em poder do Ministério Público Federal, com a procuradora Luciana Furtado, que posteriormente foi transferida para o Espirito Santos, e passou as investigações para a Policia Federal e o Delegado escolhido por Daniel Sousa, chefe da Delegacia da PF em Divinópolis, foi Benicio Cabral, por ser considerado um profissional meticuloso em investigações — Agora, conforme o Delegado Federal (Benicio), o processo será devolvido para o Ministério Público Federal, que formaliza a denúncia para a Justiça, que é quem julgará a culpabilidade dos 15 citados, além da recomendação de que o atual prefeito por ter foro privilegiado seja investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) – Veja em breve, outras matérias sobre a entrevista de Benicio nesta segunda (04)