
Além o problema da segurança, o alto preço do milho e da soja foi apontado como o grande vilão para os produtores. Segundo o presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Antônio Ferraz de Oliveira, em média, há uma perda de R$ 100 a R$ 120 por animal comercializado devido ao aumento do custo do suinocultor. “Enquanto o preço da carne de porco não foi impactado pela inflação acumulada, o milho aumentou 60% de janeiro a maio desse ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O cenário é absurdo e temo que a maior parte dos produtores não resista a essa crise. É imprescindível a ajuda do governo para a compra dos grãos”.
O presidente da Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), Antônio Carlos Vasconcelos Costa, chamou as cotações do milho e da soja de “estratosféricas e irreais” e disse ter certeza de que a oferta de carnes e ovos será impactada.
O superintendente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Altino Rodrigues Neto, reforçou que a entidade está trabalhando desde o primeiro trimestre para tomar medidas a favor dos produtores rurais, semelhantes às tomadas no Sul do País. “Eles diminuíram o ICMS na entrada do milho na região e reduziram a base de cálculo do ICMS de saída de suínos vivos para outros estados. Em março, a Faemg protocolou junto ao governo pedido de equiparação desses incentivos. Queremos evitar um desequilíbrio”.
Tolentino ainda reforçou a necessidade de uma revisão nas exigências e burocracias das fiscalizações dos produtores rurais, o que muitas vezes, impede o trabalho agropecuário. Falando pela Superintendência de Agricultura em Minas Gerais, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Nelson Guedes defendeu a atuação da instituição. “Sempre estivemos abertos ao diálogo. Muitas vezes a legislação e a fiscalização enfrentam dificuldades de acompanhar as mudanças. Mas estamos sempre discutindo e orientando. A boa fiscalização não é exercer a lei fria, escrita. Há necessidade de contato, orientação. Mas a fiscalização é indispensável porque alguns empresários abusam e colocam em risco a segurança alimentar”.
A coordenadora de sanidade do IMA, Júnia Mafra, chegou faltando pouco para o término da reunião e rebateu as críticas dizendo que as fiscalizações realizadas seguem a legislação vigente. “Minas é o quarto maior produtor de suínos do país. O objetivo de todos nós é preservar isso”, ressaltou.
Durante a reunião, foram aprovados ainda pedidos de visitas das duas comissões aos secretários de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; de Fazenda; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, para discutir a possibilidade de incentivos a suinocultores e avicultores.
.jpg)
.jpg)




