O Divinews entrevistou o promotor de Justiça, Carlos José e Silva Fortes, da Vara da Infância e Juventude; Marco Antônio Costa, da 2a Vara Criminal e o Juiz Francisco de Assis Correia da Vara da Infância e Juventude e Vara de Execuções Penais, sobre as denúncias que o cidadão Ricardo Ulisses Rodrigues Sirino, faz constantemente aos promotores e magistrado, usando a Tribuna Livre da Câmara, os acusando de terem usado de má fé, em um caso de adoção, e em outro caso de suposto espancamento ocorrido no Presidio Floramar – Em 2014, logo após o tribuno denunciante, Ricardo Sirino ter usado a tribuna com o mesmo propósito, o promotor Carlos José e Silva Forte (Casé), provocado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Divinópolis, ocasião em que o presidente era o vereador Hilton de Aguiar, remeteu um oficio para a Câmara, explicando detalhadamente o caso do preso que atualmente encontra-se em regime aberto, com a obrigatoriedade de ir diariamente a APAC – Ocorre que, por mais outras duas vezes, o cidadão, voltou a ocupar a Tribuna Livre, com os mesmos questionamentos e denúncias sobre a atuação da Promotoria, principalmente do promotor Marco Antônio Costa, a quem acusa de ter forjado provas contra ele, em um caso ocorrido nas dependências do Presidio Floramar, e contra o promotor Casé, no caso de adoção, a mesma acusação ele fez na tribuna, e em gravação com o Divinews também contra o Juiz Francisco de Assis Correia, no último dia 7 deste mês de julho.
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Denúncia do Tribuno
Ricardo Ulisses Rodrigues Sirino, que é servente de pedreiro, explicou para o Divinews que cansado de reclamar sobre a sua situação em Divinópolis, tanto na Promotoria, quanto na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, onde, segundo ele, não obteve a devida atenção, do então presidente da comissão, Hilton de Aguiar, resolveu procurar a CDH da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para denunciar que “seu filho” no momento está em zona de risco social em Belo Horizonte e que ninguém faz nada. Disse ele:
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“Eu usei a Tribuna Livre da Câmara para denunciar e não é a primeira vez, as atuações dos promotores de Justiça, Dr. Marco Antonio e o promotor Carlos Casé, além do juiz da Vara de Infância e Juventude, Dr. Francisco, por não terem atuado de forma correta no meu caso. Colocando em risco o meu filho, e até me perseguindo. O que me obrigou a procurar ajuda na Assembleia Legislativa de Minas, já que a Comissão de Direito Humanos da Camara não deu a mínima importância ao meu caso e ao caso do meu filho, que está em risco social. E com essa denúncia eu temo por retaliação que vem desde o ano retrasado”.
O caso de Ricardo Ulisses já foi publicado em outros dois veículos de comunicação. Em 20 de fevereiro de 2014, tanto o jornal impresso, Gazeta do Oeste e o site MPA, após o uso da Tribuna Livre noticiaram os mesmos fatos que ele denunciou no último dia 7.
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Carlos José e Silva Fortes (Promotor)
O promotor se mostrou profundamente irritado com as denúncias do tribuno, Ricardo Sirino. Dizendo que esta não era a primeira vez que ele ocupou a Tribuna da Câmara para fazer esse tipo de denuncia leviana, e que ele (Ricardo) vai responder judicialmente na medida das suas denúncias infundadas. Casé como é conhecido, no momento da entrevista do Divinews resolveu imprimir o oficio que enviou para a Câmara no dia 4 de abril de 2014, em atenção do vereador Hilton de Aguiar que na época era o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa Social, que atualmente é ocupado pelo vereador Nilmar Eustáquio. Casé estranhou a fala de Ricardo que foi acusado e condenado por atentado violento ao pudor, condenado em 2004 interpôs recurso, e em 2005 transitou em julgado e Ricardo pegou 14 anos de prisão por ter molestado uma de suas três filhas, somado a outro caso posterior, em que teria cometido estupro contra uma mulher, em uma visita intima no presidio. Casé também contesta a fala de Ricardo, quando ele diz que uma de suas três filhas o teria inocentado do abuso. O promotor então diz: “E por que as outras três também não o inocentaram do crime por ele cometido”. Casé falou de outros processos contra Ricardo, um por ameaça, que foi extinto a pedido da própria vítima, que posteriormente voltou a denunciá-lo e desta vez ele foi condenado. Outro por furto, que a Juiza do caso pediu arquivamento e um outro por ter deixado de prover as necessidades dos filhos, que foi julgado improcedente.
Marco Antônio Costa (Promotor)
O outro promotor que se mostrou também muito irritado com a situação, foi Marco Antônio Costa, que atua na, 2ª Vara Criminal, ao lado do juiz Mauro Riuji Yamane, disse não entender as acusações de Ricardo, já que ele (promotor) não participou no processo de adoção. Marco Antônio explicou que, na ocasião era Promotor de Execução Penal, e rebate a acusação do tribuno de que ele teria forjado provas em um caso de espancamento no presidio Floramar, ocasião em que ele (Ricardo) acusou alguns agentes penitenciários por tortura, e que posteriormente após investigação, a denúncia não se confirmou e não foi comprovada.
Marco Antônio finalizou afirmando que as palavras do tribuno não tem o menor crédito, diante do seu histórico. E ainda que está esperando a provocação de órgãos oficiais, para que possa tomar providências contra Ricardo, que está condenado e está cumprindo pena em regime aberto.
Juiz Francisco de Assis Correa (Juiz)
Segundo o magistrado, o caso da adoção não é do seu tempo, já que ele chegou na cidade em 2007. Contudo, o Juiz estranha que um cidadão nas condições de Ricardo Sirino, consiga usar a Tribuna Livre da Câmara para atacar a honra de membros do Ministério Público e do Judiciário. Questionou se o Legislativo não verifica as condições de cada cidadão que faz uso da Tribuna. O Juiz a exemplo dos promotores, afirmou que vai esperar que rumos esse “desproposito” vai tomar, se também tomar as devidas providencias legais.
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