Antônio Carlos Ferreira, se inscreveu na Câmara de Divinópolis para usar a Tribuna Livre e discorrer sobre um determinado tema, “Homenagem aos vereadores pelo trabalho desenvolvido, fatos e acontecimentos políticos atuais no município”. Teria sido uma maravilha se o cidadão tivesse somente elogiado como consta na ficha de inscrição que é preenchida antecipadamente. E que segundo o Regimento Interno da Câmara, ninguém pode sair do contexto do assunto escolhido. Todavia, Antônio Carlos, começou a sua fala já criticando os vereadores e mais veementemente o vereador Hilton de Aguiar (PMDB), contando um caso que ele teria dado “carteirada” em um hospital, quando da enfermidade da mãe do edil, que posteriormente faleceu – O tempo fechou para Antônio Carlos. O presidente da Casa Legislativa, Rodrigo Kaboja, possivelmente pela primeira vez na história do uso da tribuna, interrompeu do inscrito. E a partir daí se estabeleceu-se a confusão, já que o vereador Hilton de Aguiar foi tomar satisfação com Antônio Carlos, que ele teria ofendido a honra da mãe do vereador. O vereador Delano Santiago, também foi bastante veemente nas críticas ao cidadão, o colocando abaixo de zero. Enfim, quase todos os edis o execraram, um dos poucos que saiu em defesa de Antônio Carlos, foi o vereador Adair Otaviano, Edimar Rodrigues e Marcos Vinicius – Alguns chegaram a dizer que ele estaria a mando de algum outro vereador, já que o período eleitoral, segundo o presidente do Legislativo, é comum esse tipo de jogo – O que eles (vereadores) não ficaram sabendo, é que ao término das críticas, Antônio Carlos homenagearia cada um dos edis, com uma singela medalha. O vereador Adair “sintetizou” as intempéries que os homens públicos estão sujeitos, às vezes de forma amena e outras de forma contundente. Os homens públicos estão sujeitos mais a críticas do que elogios, e que não existe vida privada, particular para o homem público. Que vereadores, prefeitos, secretários, governadores e presidente, exercem os cargos 24 horas.