Com essa frase um dirigente sindical definiu a divisão que até então, está acontecendo entre os dois sindicatos que representam os servidores públicos municipais, o SINTEMMD apenas a educação e o SINTRAM que representa todas as demais categoria, e mesmo entre alguns servidores do mesmo sindicato, não está concordando com a diretora Cida de Oliveira, que por sua opinião pessoal afirmou para o Divinews que a greve continuaria, até que fosse alcançado os 11,5%, mas disse que, a soberania é da Assembleia, que vai determinar os rumos do movimento. Contudo, diante dos discursos de agradecimentos e de reconhecimento de quem lutou bravamente e quem não fez nada no movimento paredista, ficou na sombra. A grande maioria dos servidores municipais está tendendo a aceitar o percentual proposto pelo prefeito de 7% divido em duas parcelas, uma de 3,5% em maio e outra do mesmo percentual em dezembro, mais o tíquete aumentado de R$ 7 para R$ 8 reais, feita pelo município – Já a presidente do SINTRAN, Luciana Santos, não quis fazer dicotomia entre o seu cargo e sua posição pessoal quanto servidora, disse apenas que é a Assembleia, marcada para esta quarta (04) às 17h30min em frente ao SINTRAM, quem vai decidir, se aceitam ou não a proposta feita pelo Executivo, e que o Desembargador Afrânio Vilela deu 48 horas para a resposta, ou tudo volta à estaca zero. É aí que reside a frase dita pelo dirigente sindical, pois na opinião dele, que pediu não ser identificado, chegar aos 7% foi uma conquista, e que ele teme que a Justiça considere a greve ilegal, com isso os servidores de menor salário serão os mais penalizados, pois sofrerão descontos que eles não suportarão financeiramente. O dirigente sindical afirmou ainda que, esse percentual não é o ideal, o bom mesmo seria 11,27%, mais que foi um ganho se for levando em consideração que a princípio o prefeito não queria sequer sentar para negociar, e que ocorreu uma evolução de 3% para 7%. E acrescentou “Temos que levar em consideração que a probabilidade da greve ser considerada ilegal é grande, pois sabemos que os tucanos tem grande influência na Justiça, não sejamos inocentes, em achar que o Desembargador vai considerar a greve legal. Vai considerar a nossa posição como intransigência, já que o prefeito, sentou, negociou, e dobrou o percentual, e sinais neste sentido ele já deu, primeiro mandou a categoria da saúde retornar ao trabalho, depois não acolheu a liminar impetrada pela categoria através de um dos sindicatos. Os sinais estão ai, de que ele vai considerar a greve ilegal”, finalizou.
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Segundo o SINTRAM, com base na informação de um grevista do SETTRANS, na Assembleia existiam aproximadamente mil servidores, que começaram a chegar a partir das 17horas. Contudo a reunião começou mesmo às 18 horas após a execução do HIno Nacional, com a leitura da proposta pela diretora do SINTEMMD, Cida de Oliveira.
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Além da proposta salarial feita pelo Executivo, está na mesa de negociação a reposição dos dias de greve do mês de março, 28, 29, 30 e 31 que deverão ser objeto de acordo dos grevistas diretamente com suas chefias. Com isso os descontos dos quatro dias, que já foram lançados no sistema e serão descontados no pagamento do próximo dia 6/5, os valores serão repostos no salário de maio, que deverá ser pago no dia 8 de junho, correspondente ao 5º dia útil do mês. Isso se o prefeito, por ser uma data de aniversário da cidade, não decida antecipar o pagamento para o último dia útil de maio, dia 31, uma terça-feira, já que no dia seguinte é o dia de desfile na Avenida Primeiro de Junho.
A presidente do SINTRAM, Luciana Santos, nas entrelinhas mandou um recado bem duro, e se isentou de responsabilidades futura, ao alertar que se a Assembleia optar pela continuidade da greve, além do retrocesso das negociações, à estaca zero, os quatro dias de março serão descontados, e em junho, ninguém receberá nada.
A professora Flávia, fez um grande desabafo em cima da categoria dos servidores públicos da educação, que segundo ela, não compareceu no movimento grevista como deveriam, que se tivessem comparecido como estavam naquele momento da Assembleia, possivelmente poderiam ter alcançado o índice almejado de 11,27%. Flavia elogiou a garra e a determinação tanto da presidente do Sintram, Luciana Santos, quanto de Cida Oliveira, do Sintemmd, que mesmo relutando inicialmente, depois aderiu ao movimento com toda garra.
O objetivo da decisão final ter ficado para a Assembleia que será realizada nesta quarta (04), às 17h30min em frente ao Sintram, é para que todos tenham tempo de pensarem profundamente, e fazerem contas e que possam decidir com segurança, segundo os sindicatos.
Existiu um encaminhamento durante a Assembleia, que nesta quarta, na possivel última manifestação do movimento, seja feito o enterro simbólico do prefeito, e dos vereadores que não apoiaram o movimento. Segundo alguns, com direito a caixão e todo o aparato de um féretro.