O ex-presidente do Uruguai, José Mujica convidado para ser o orador oficiar da 65ª Medalha da Inconfidência Mineira, que ocorreu na cidade de Ouro Preto, no último dia 21, data em que se comemora da “Inconfidência Mineira”, em seu discurso ressaltou a importância do fortalecimento da democracia brasileira ea participação dos jovens no desenvolvimento da política para “lutar por um mundo melhor”. Mujica foi homenageado pelo governador Fernando Pimentel com o Grande Colar, maior honraria concedida pelo Estado de Minas Gerais – O ex-presidente é conhecido no Uruguai como Pepe Mujica, e governou o país entre os anos de 2010 e 2015, tendo assumido o cargo de senador desde então. Durante a ditadura civil-militar em seu país, entre 1973 e 1985, militou na guerrilha como membro do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros e ficou preso durante 14 anos. Exerceu os cargos de deputado, ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca e presidente pro tempore do Mercosul – Pepe, na coletiva de imprensa evitou comentar sobre o aspecto constitucional do Brasil, neste momento, mas defendeu o resultado das urnas. “Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Não gosto que corrijam o voto do povo”, destacou, acrescentando que a sua maior preocupação “é com os que pagam a conta, não com os que estavam discutindo no Congresso” – Finalizou o seu discurso afirmando seu posicionamento socialista: “Eu me sinto muito uruguaio e sou brasileiro porque sou americano, porque sou da América Latina. Minha pátria se chama América Latina. Meus irmãos, todos os pobres esquecidos da América Latina. Os que não chegaram em nenhum lugar, os que são apenas um número, os estigmatizados, os perseguidos, os esquecidos”.