Em entrevista coletiva nesta sexta (15), o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo comentou sobre a decisão da justiça, que determinou que os servidores, apenas da saúde, em greve desde o dia 28 de março retornem imediatamente ao trabalho, em uma decisão liminar do Desembargador Afrânio Vilela – O prefeito reafirmou que diante da atual conjuntura do município e do pais não existe a menor possibilidade de rever a proposta que foi feita para a categoria de 3% de recomposição salarial, sendo 1% em abril, mais 1,5% em dezembro, além do reajuste do valor do tíquete de R$ 7 para R$ 10 reais e depois R$ 12 – O prefeito elencou uma série de impostos e repasses que caíram, fazendo com que não apenas Divinópolis, mas diversos outras cidades passem por dificuldade. Disse ainda que, quem não enxerga esse realidade vive em outro mundo – “Nós já estamos fazendo um gesto muito forte, pela nossa história e compromisso com o serviço público para coroar todo esse ciclo. Então a proposta é aquela, e o sindicato sabe disso. Por que foi uma proposta construída em uma mesa de diálogo que nós fizemos na última terça-feira (12)” – Vladimir afirmou que tinha a expectativa que a Justiça decretaria parcialmente a ilegalidade da greve, tendo como foco principal a saúde – Ele (prefeito) fez questão de salientar que a proposta não chegou pronta na mesa de negociação, foi construída junto com o Conselho de Greve que participou da reunião e alcançaram o limite do limite – O prefeito disse constatar também que a grande maioria dos servidores estão consciente que não é possível ir além, mas que existe uma minoria barulhenta e agressiva que insiste em não entender – Sobre a audiência que a justiça marcou para o dia 10 de maio, Vladimir voltou a dizer que não poderá levar mais nada, a não ser a realidade das dificuldades que passa o município – Quanto ao corte do ponto dos servidores grevistas, o prefeito afirmou não ser o desejo dele, o que ele quer é a reposição das horas, segundo ele, controlada através do ponto biométrico. E que o sindicato precisa sentar com os secretários de cada área para fazerem um plano de como serão as reposições das horas não trabalhadas. Disse que na educação o controle é de certa forma mais fácil usando as férias escolares – Outro ponto que foi explicado pelo prefeito, e que ficou obscuro para muitos, é que a reunião que estava agendada para a quarta-feira, às 10 horas, ou seja, um dia após a proposta feita, seria para discutir como seria a reposição das horas não trabalhadas. Isto por que na percepção dele, e de todos que participaram da reunião, incluindo os membros da Comissão, como a proposta foi construída a várias mãos, era tida como certa que os servidores na Assembleia, aceitariam os números propostos. Ele fez questão de esclarecer esse ponto para não parecer que a reunião foi cancelada deliberadamente. “Ela não aconteceu, por que perdeu o sentido, já que a Assembleia rejeitou a proposta que a Comissão parecia ter aceito, tanto é que o clima final da reunião era bastante amistoso”.
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