
A votação definitiva no plenário da Câmara deverá acontecer no domingo (17). São necessários os votos de pelo menos 342 dos 513 deputados para que o Senado seja autorizado a abrir o processo de impeachment.
Com o aval e auxílio de Cunha nos bastidores, todo o trabalho da comissão foi realizado em tempo exíguo, 20 dias entre a instalação da comissão e a leitura do relatório.
Deputados de oposição chegaram à sessão da comissão especial portando cartazes “impeachment já”, fitas verde e amarelo e bonecos do “pixuleko”. Eles prometem ir ainda nesta quarta à porta do Palácio do Planalto levar um “aviso prévio” a Dilma.
Após a leitura do relatório de Jovair, será concedida vista conjunta aos integrantes da comissão. A discussão do texto terá início na sexta-feira (8).
JOVAIR ARANTES
Jovair foi eleito relator da comissão com o aval de Cunha, da oposição e do governo, que chegou à conclusão de que não tinha condições políticas de emplacar no posto alguém mais alinhado a Dilma.
Cirurgião dentista, ligado à bancada da bola e cumprindo seu sexto mandato consecutivo como deputado, Jovair sempre foi um deputado com maior atuação nos bastidores. Ex-tucano, foi ele quem segurou o apoio da bancada aos governos do PT.
Nos últimos tempos se aproximou de Cunha a ponto de integrar a linha de frente da tropa de choque que tenta evitar a cassação do mandato do presidente da Câmara. É, por isso, cotado a ser o candidato de Cunha para comandar a Câmara a partir de 2017.
AGUARDA-SE O TÉRMINO DA LEITURA PARA INICIAR A VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS, QUE PROVAVELMENTE VOTARÃO PELA ACEITAÇÃO DO RELATÓRIO PRÓ-MPEACHEMNT


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