Em entrevista coletiva realizada na manhã desta terça (05), nas dependencias do Cisvi, o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, depois de lembrar que o atual cenário econômico do país, tanto no âmbito federal, quando nos Estados e muitos municípios, que estão pagando os salários dos servidores com atraso ou parcelando, exige responsabilidade de todas as partes, principalmente dos gestores publicos, mas também dos líderes sindicais de Divinópolis, que deflagraram uma greve, na opinião dele, sem proposito algum, já que durante todo os seus dois mandatos ele (prefeito) pagou religiosamente em dia e concedeu todos os reajustes previstos em lei – O Chefe do Executivo disse ainda que: “Eu entendo, como prefeito de Divinópolis, que este MOVIMENTO É DESCABIDO, É UM MOVIMENTO FORA DA REALIDADE, tendo em vista que nesses 87 meses, eu e minha equipe de governo nunca atrasamos um dia de salário do servidor público. Pelo contrário, nesses 87 meses posso dizer que em mais de 80 meses, pagamos antecipado. Pagamos 13º rigorosamente em dia. Inclusive esse mês já foi pago na última sexta-feira (01), quando poderia ser pago até a próxima quinta (07) que estariamos dentro da lei que é o 5º dia útil” –– Vladimir afirmou que a sociedade que paga os impostos, e está em dia com eles e consequentemente com os salários dos servidores públicos. “E com o pais em crise isto torna descabido qualquer movimento, ainda mais um movimento que tem com bandeira vários ataques pessoais, e uma reposição, que temos por escrito por parte do sindicato, de 20%, 12% mais 8% e 200% no valor do vale refeição. Parece que eles estão em outro país” –– O chefe do executivo criticou também a postura do sindicato, quanto da reunião que tiveram com o CAAF na última sexta-feira (01), eles reafirmaram os números dizendo: “a proposta é essa, não teve nem ambiente de continuidade. Eles nem colocam uma outra proposta — Essa é uma proposta que impacta os cofres públicos em mais de R$ 50 milhões de reais, em um ano que estamos tendo FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que como gestor público, estou submetido a norma constitucional, à legislação da lei de responsabilidade fiscal, e conceder um aumento desse me levaria para mais de 56%, lembrando que o limite prudencial é 51,03 e mesmo assim já teríamos sérios problemas. É infactível uma situação dessa. Tem município fechando postos de saúde, mandando servidor embora. Quem quiser ver é só acessar os sites das entidades municipalistas que monitora o setor público” – O prefeito quase finalizando a entrevista, criticou a fala da presidente do sindicato (Luciana Santos) que na ânsia de querer o reajuste da categoria, em um compromisso feito na base da palavra, segundo Vladimir, disse: “Dá o aumento, e depois foda-se, foi o que nós ouvimos – Para mim não existe esse botão na minha mesa não. Existe o botão da responsabilidade. O botão do foda-se e deixar para o próximo prefeito que se vire. Eu tenho uma responsabilidade com a cidade e ainda mais em período de crise, como foi esse meu segundo mandato”, afirmou Vladimir
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explanação do prefeito sobre a greve
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Entrevista de Vladimir após explanação
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