O senador Aécio Neves (PSDB-MG) desembarcou em Belo Horizonte no fim da manhã deste domingo para marcar presença na manifestação contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Sem poupar críticas ao Governo Federal, o tucano externou sua insatisfação com a atual política do PT – “Estamos aqui para dizer chega, basta. O Brasil merece algo melhor. E com a força do povo, nós vamos construir um novo caminho para o Brasil”, disse – “Os caminhos são três colocados na nossa frente: o impeachment da presidente da República, a cassação da chapa pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou a renúncia da presidente Dilma. Uma dessas três saídas permitirá ao Brasil voltar a sonhar com um futuro melhor”, acrescentou – Diante da crise política instaurada no Brasil, Aécio não vê outra saída a não ser a renúncia de Dilma. “Hoje, qualquer saída, sem a atual presidente da República, dentro da Constituição é melhor do que estendermos esse calvário do povo brasileiro por mais alguns anos”, disparou - O senador tucano engrossa o coro para que o Supremo Tribunal Federal (STF) vote a ação sobre mudança de regime do presidencialismo para o parlamentarismo, sistema pelo qual o governo fica sob o comando do primeiro-ministro, líder de um partido majoritário na Câmara. A figura do presidente continuaria existindo, mas exclusivamente para a função de chefe de Estado, de caráter mais formal e com menos poder nas decisões políticas.
“Começa a ser discutida, mas eu vejo isso como uma alternativa a partir de 2018. Não há como implementar em um momento de crise como este um regime que amanhã pode se fragilizar exatamente pela crise. O parlamentarismo sempre foi para nós um caminho para o Brasil. Vamos discuti-lo com mais profundidade. Quem sabe nesses próximos dois anos podemos ter uma emenda aprovada no Congresso Nacional e que depois seja objeto de um referendo por parte da população brasileira”, afirmou.
Sobre as denúncias feitas na delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) à Polícia Federal, o tucano se esquivou e preferiu voltar a atacar o Governo Federal. “É uma bobagem enorme. Vamos pela força do voto tirar esse governo que aí está”, finalizou.
Na delação, Delcídio afirmou ter negociado com Aécio na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que, em 2006, investigou o mensalão. O petista era o então presidente da CPI. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, na ocasião, o PSDB de Minas Gerais entrou no foco das investigações da CPI porque o empresário Marcos Valério foi apontado como o operador dos dois sistemas.
O senador Antonio Anastasia (PSDB) também compareceu à manifestação e foi recebido aos gritos de “me representa” na Praça da Liberdade. Após ir às ruas de Belo Horizonte, Aécio Neves seguirá para São Paulo, onde as manifestações ocorrem na Avenida Paulista, por volta das 15 horas.
.jpg)



.jpg)

