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Na reunião que foi realizada nesta última quinta (14) nas dependências do MP, uma das dezenas já realizadas, com a presença de várias autoridades, o promotor Sérgio Gildin, da Curadoria de Fundações, segundo informações do site MPA, deu ciência a carta que a ORDEM HOSPITALEIRA enviou para o MP, na qual solicitava a extinção da Fundação Geraldo Correa, a fundação que mantinha o Hospital São João de Deus, até que a crise bateu nas portas do hospital. A partir daí isso ocorreu só protocolarmente. A Ordem Hospitaleira como mantenedora, não colocou um centavo para ajudar a salvar e recuperar o hospital.
Ainda segundo matéria publicada no site MPA, o deputado Domingos Sávio, cobrou posicionamento mais firme do Governo de Minas:
| Salvar o Hospital São João de Deus equivale a salvar vidas e que sua manutenção, precisa de uma solução definitiva. “A situação atual é mais grave do que nunca, pois desta vez, os representantes da Ordem Hospitaleira, responsáveis por diretos na Fundação Geraldo Corrêa, comunicaram formalmente ao Secretário de Estado da Saúde e ao MP que, caso não haja uma solução definitiva para equilibrar as contas do hospital, ele pretendem liquidar a fundação e parar as atividades a partir do dia primeiro de fevereiro”, lamentou.
Diante deste fato gravíssimo o deputado sugeriu, endossado pelos demais presentes na reunião, que em caráter de urgência fosse realizada uma reunião com o Secretário de Estado, Fausto Pereira dos Santos, para se cobrar do Governo do Estado e do Governo Federal as devidas providências para garantir a continuidade do funcionamento do HSJD, seja formalizando uma parceria com a entidade ou o Governo do Estado assumindo o comando daquela instituição. “O que não se pode aceitar é o simples fechamento do hospital. Deve-se levar em conta que ele é uma instituição privada sem fins lucrativos e por esse motivo, o Governo do Estado deve decidir se apoia e fortalece a instituição ou se assume o comando do hospital. O que é inaceitável é deixar uma região com mais de um milhão de habitantes sem os serviços do único hospital geral de média e alta complexidade que atende pelo SUS”, revelou. O deputado federal esclarece que esta obrigação de garantir atendimento a saúde, especialmente na atenção hospitalar é prioridade do Estado e da União, uma vez que pela organização do Sistema Único de Saúde – SUS cabe aos municípios, prioritariamente, a chamada atenção primária ou atenção básica, que é realizada nos postos de saúde ou unidades básicas de saúde. “Venho lutando desde o início pela construção de um hospital público que já deveria estar pronto, mas atualmente o que vemos são as obras quase parando, pois o Governo do Estado na atual gestão não está cumprindo o seu compromisso com esta obra imprescindível para a região. O governo anterior aplicou cerva de sessenta milhões de reais na obra deixando-a quase pronta e ainda um convênio assinado, que foi parcialmente pago, ficando como restos a pagar para o ano de 2015, aproximadamente, vinte milhões. Deste valor, o atual governo enviou somente dois milhões, demonstrando total descaso com uma obra essencial para a nossa região”, revelou. Continua depois da publicidade Domingos Sávio salientou que o destaque da reunião foi o acordo de que será mantido um espírito suprapartidário de união para a garantia do apoio político necessário que garanta a continuidade do funcionamento da instituição que, embora não seja pública, é sem dúvida, de relevante interesse público. “Todos os agentes públicos da cidade sabem e concordam que não podemos mais levar medidas paliativas para apresentar ao Governo e que independentemente de partido, posicionamento ou quaisquer outros fatores externos, há estudos detalhados que a macrorregião de saúde de Divinópolis necessita dos nossos dois hospitais: manter o HSJD funcionando para média e alta complexidade – que o farão ser autossuficiente – e transferir para o Hospital Público as atividades como maternidade, clínica geral e outras especialidades. Nesta audiência devemos deixar claro, de forma suprapartidária, que estamos todos unidos em defesa do HSJD e não podemos aceitar seu fechamento, assim como vamos batalhar, ainda mais, pelo Hospital Público”. Uma pré-agenda foi acordada entre os presentes para o dia 22 de janeiro e aguarda o aceite do Secretário de Saúde de Estado, Fausto Pereira dos Santos. |
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