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Ordem Hospitaleira ameaça extinguir o HSJD A Ordem Hospitaleira já documentou ao Ministério Público (MP) o pedido de extinção da Fundação Geraldo Corrêa, mantedora do Hospital São João de Deus caso a crise não seja estancada em curto prazo. A informação foi confirmada, nesta quarta-feira (13), pelo promotor Sérgio Gildin. Mais uma vez, ele voltou a falar que a solução está na recontratualização do Sistema Único de Saúde (SUS). “Os irmãos querem uma resolução muito breve deste problema do hospital ou irão sair. Eles mesmo já me apresentaram um pedido para solicitar a extinção da Fundação”, reafirmou Gildin. O hospital ainda cobra da União, Estado e Município um déficit que chega a R$ 10,6 milhões. O montante seria suficiente para quitar a dívida com os médicos, hoje em aproximadamente R$ 8 milhões. Apesar dos valores a receber os três entes federados se esquivam da responsabilidade e não dão nenhum sinal de que irão quitar o montante. Dívidas Já o Estado, segundo o hospital, deve cerca de R$ 2,8 milhões, sendo R$ 800 mil da Rede de Urgência e Emergência e a diferença da maternidade. A União é responsável por R$ 1,280 milhão do IAC. Continua depois da publicidade Extinção “Não importa o tamanho do déficit. Uma hora ele tem que parar, porque se não parar em um determinado momento vai parar por asfixia”, completou o promotor. Neste meio tempo a dívida com a Caixa Econômica Federal (CEF) foi controlada, os contratos revistos, os salários revisados de acordo com o mercado local. “Acho que ainda é possível a recuperação, mas o prazo está se esgotando, se isso não vier rápido, talvez, mesmo que venha depois seja impossível”, alerta. Os incentivos para compensar a defasagem da tabela do SUS também aparecem como alternativa. Como o hospital nem sempre cumpre todas as prestações de serviços eles são cortados. Funciona assim: o São João de Deus precisa primeiro prestar o serviço para depois receber. Mas, sem fonte de custeio, ele quer receber para depois prestar o serviço. “A obrigação de saúde pública é do sistema e não do hospital. Vamos supor que o hospital não prestasse o serviço, o sistema não teria que contratar em outro lugar? Transferência Já caso se confirme a extinção, o processo pode ser coordenado pelo Ministério Público. Ele pode ser judicial ou extrajudicial. Nesta quinta-feira (14) uma reunião será realizada com representantes do governo estadual. O objetivo é encontrar solução para evitar a extinção. (Portal Centro-Oeste) |
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Jornal Agora
Grupos internacionais sondam a compra do HSJD O promotor de Justiça Sérgio Gildin não descartou a possibilidade do fechamento do Hospital São João de Deus (HSJD), em crise financeira desde 2010. Durante entrevista coletiva ontem, ele revelou que dois grupos internacionais sondam a compra da instituição, que, segundo ele, ainda é viável. Sem revelar os nomes, ele contou que estas empresas já compraram outros hospitais falidos no Brasil que agora funcionam completamente estruturados, mas não soube explicar quais e em que cidades. Para o promotor, se bem administrado, o São João pode gerar um superávit de R$ 30 milhões. Para ele, o maior problema que tem feito aumentar a crise na instituição é a defasagem dos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele disse que ainda acredita na salvação do HSJD, mas desde que seja feita uma recontratualização da tabela do sistema com o governo do Estado. Hoje, haverá mais um encontro entre os deputados Domingos Sávio, Jaime Martins e Fabiano Tolentino, a superintendente regional de Saúde Gláucia Sbampato, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Edmilson Andrade (PT), e representantes da Semusa. Pressão — Além da defasagem dos repasses do SUS, muitos médicos deixaram de atender, devido à falta de pagamentos. Com medo de ficarem sem os salários, outros especialistas também não querem trabalhar na unidade — pontuou. Ainda na coletiva, o promotor revelou que os irmãos da Ordem Hospitaleira já apresentaram pedido de fechamento da Fundação Geraldo Corrêa, mas para que isso aconteça é necessário o promotor da curadoria de fundações autorize a saída da Ordem. — Se continuar do jeito que está, o melhor caminho é viabilizar a extinção — completou. A Ordem está querendo deixar a Fundação mantenedora do HSJD, e os irmãos deixar o Brasil. Caso essa decisão se formalize, o hospital poderá funcionar, se for de interesse de compradores, mas em regime particular e de convênios. Esta informação foi divulgada com exclusividade pelo Jornal Agora, no último dia 6. Na edição, foi revelado que sem perspectivas de ajuda oficial, os irmãos da Ordem Hospitaleira já jogaram a toalha e pretendiam deixar o Brasil. O Agora falando desde ano passado, segundo informações de fontes, sobre a possibilidade do fechamento da unidade de saúde e do encerramento de várias especialidades, como a ortopedia e a hemodinâmica. Outro lado As informações da SES também contam que o Estado não deve nada ao município de Divinópolis, referente à instituição de saúde. — O Hospital São João de Deus recebe recursos do Estado referente a dois Programas, Pró-Hosp e Rede Resposta – Urgência e Emergência — esclareceu a nota. A SES ainda detalhou que em 2015 o “Pro-Hosp Incentivo” repassou R$ 2.304.237,45. Também no ano passado, o hospital recebeu recursos mensais de R$ 400 mil do programa “Rede Resposta” – incentivo financeiro complementar de custeio das equipes de Urgência e Emergência dos Hospitais que compõem a Rede de Resposta Hospitalar as Urgências e Emergências. Este valor era repassado todo mês com o objetivo de implantar a Sala Vermelha no hospital. Foi feito o repasse então, segundo a SES, durante dez meses do ano passado, mas como o hospital não ofereceu a es trutura adequada, o valor foi cortado, a pedido da Superintendência Regional de Saúde (SRS) e SES. Sobre os R$ 17 milhões anunciados pelo governador Fernando Pimentel (PT), em setembro de 2015, a SES ressaltou que o recurso foi uma das medidas tomadas no sentido de “garantir a atenção dos usuários da Região Ampliada de Saúde Oeste”. A nota esclarece que os R$17.184 milhões enviados à Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis são suficientes para reativar e manter os 20 leitos da UTI adulto além de viabilizar as internações dos casos de urgência e de maior complexidade. — Até o momento foram ativados apenas cinco leitos e tem ocorrido redução progressiva da oferta de internações pelo HSJD — completou. Fisioterapia — Da minha equipe restaram apenas 13 funcionários que já estão procurando outros locais para trabalhar. Depois de 23 anos no hospital, nunca vi uma situação desta gravidade, e a sensação é que torcem pelo fechamento da unidade, pois não há respostas para os profissionais que se dedicaram a vida inteira à instituição — desabafou Solange. |
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G1
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O Hospital São João de Deus (HSJD), em Divinópolis, continua em crise financeira. O promotor de Justiça Sérgio Gildin disse nesta quarta-feira (13) que a unidade de saúde corre o risco de fechar as portas. A direção do hospital reconhece que vários médicos trabalham há até três meses sem receber salário, afirma que a dívida atual é de mais de R$ 100 milhões e diz que tem adotado medidas para resolver o problema. O hospital é considerado o maior do Centro-Oeste mineiro e referência em prestação de serviços de alta complexidade. O atendimento na unidade está sendo afetado por causa da crise. O promotor Sérgio Gildin considera a situação grave. O hospital tem déficit de R$ 3 milhões por mês e pode chegar a fechar. “Ou seja, há um subfinanciamento dos atendimentos via SUS. Isso é histórico e a principal razão da situação do hospital”. O promotor afirma que quatro fatores contribuem para a crise do hospital. Em primeiro lugar vêm os gastos com a ampliação da estrutura. Em segundo, contratos firmados e que foram desfavoráveis. Em terceiro, os salários pagos a alguns funcionários, que eram acima da média. Por último, considerado o principal, vem o valor pago ao hospital pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que seria insuficiente para cobrir os gastos dos serviços prestados.
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