Para Jaime Martins, o assunto “é espinhoso, difícil para o governo, mas sobretudo difícil para a sociedade que tem que arcar com uma economia em recessão e ver um enorme déficit deste, mesmo com a quantidade enorme de impostos que a sociedade paga. É muito difícil”. Martins ressaltou que no ano passado foi aprovada no Congresso Nacional a Lei de Diretrizes Orçamentárias com previsão de superávit de R$55 bilhões nas contas primárias do governo, e acrescentou que o valor foi calculado “sem levar em conta os juros”. Em julho deste ano, de acordo com o parlamentar, “este superávit de R$ 55 bilhões se transformou em R$5 bilhões, praticamente zerando o orçamento”.
” Agora o governo vem com um déficit orçamentário, que a gente considera muito grande para a realidade em que estamos vivendo no país, e o relator, que tem esta incumbência de discutir com o governo, acabou fechando o número em R$55 bilhões negativos. É algo que nós vamos ter que nos debruçar, fazer audiências públicas, conversar e certamente em algum momento deste ano nós teremos que votar. Mas não antes sem exaurir estes números, sem procurar aprofundá-los e verificar exatamente as rubricas nas quais se concentram este déficit e ele será a previsão para o orçamento de 2016 que nós estamos elaborando na Casa”, finaliza.






