E começou o caso: “Eu tomei posse, vocês sabem disso no dia 1º de janeiro deste ano, e no dia da posse é feriado. Depois fui a Brasília e voltei para trabalhar no dia seguinte que era o dia 2 de janeiro, que era uma sexta-feira, fui para o Palácio da Liberdade e não para a Cidade Administrativa, por que eu tinha reuniões marcadas para o Liberdade”.
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Pimentel continuou: “Não sei se vocês prestaram atenção como é o Palácio. É um prédio bonito virado para a Praça. Lá nos fundos, que não dá para ser visto pela frente, mas lá no fundo tem um espaço muito bonito com canteiros, um jardim mesmo, com fonte. Enfim, um lugar agradável e muito bonito”
“Eu cheguei pelos fundos, desci e tinha uma moça do cerimonial me esperando para me mostrar o Palácio, pois era o primeiro dia que eu ia lá trabalhar. Era para eu achar minha sala, computador, essas coisas – Então a moça estava me esperando para me conduzir”, contou o Governador.
E seguiu seu relato: “Só que quando vou caminhando, olhei aquele jardim bonito e tinha um senhor trabalhando no jardim, o jardineiro. Um senhor idoso, cabelos grisalhos, um senhor negro, de macacão. Estava lá ele trabalhando – Aí fui falar com ele que estava há uns 20 metros. Quando cheguei perto dele, ele tomou um susto quando me viu, não estava esperando. Aí eu o cumprimentei, e perguntei: “É o senhor que toma conta aqui, pois está muito bom, meus parabéns, quero que fique sempre assim – Se precisar de mim estou lá dentro e você me chama se faltar alguma coisa” – Ele disse: “muito obrigado”.
Pimentel continua seu relato, afirmando que ele era uma pessoa humilde. E disse que ao sair deu um abraço no jardineiro e saiu para subir.
“Quando eu subo, procuro a moça que ia me acompanhar e ela sumiu não a achei mais. Perguntando a um funcionário que estava por ali, perguntei por ela. Cadê a moça? Ele respondeu que ela tinha voltado para o jardim, para atender o jardineiro. Perguntei “o que foi?”, o funcionário respondeu que não sabia, e que ela estava lá com o jardineiro. Bem achei a sala e fui lá pra dentro. Passado um tempo, ela chegou. E aí falei: Minha Filha, você me abandonou aqui, tive que achar a sala sozinho. O que foi? – Então ela me disse que foi atender o jardineiro que eu havia conversado com ele. Mas por que, ele passou mal”.
“Ela então disse: “Não, ele teve uma crise de choro, por que ele disse que tem 40 anos que ele trabalha aqui no Palácio e nunca um governador tinha cumprimentado ele, apertado a mão dele”, finalizou o caso, Pimentel.
Para encerrar a ilustração, o Governador afirmou: “Que pode não ser nada, é só um detalhe, mas eu ficou pensando neste pequeno detalhe. Por que no fundo, nós governamos é pra essas pessoas – Para os que são esquecidos, que não são lembrados, que não são vistos, que não merecem um bom dia, uma boa tarde de uma autoridade. Aqueles que estão desassistidos, desamparados, humilhados e desprezados. É para eles que nós estamos governando”, assim, Pimentel encerrou seu pronunciamento.
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