Felipinho e Saulo são CONDENADOS a 14 anos de prisão pela morte do empresário DINHO MOURÃO (veja vídeos)

Publicado por: suporte

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Antes de entrar especificamente no julgamento, há que se registrar a deplorável condições do salão do júri. Barulho excessivo provocado por janelas que tinham que ficar abertas, perto de uma linha férrea e de uma rua de alto trânsito, sem ar condicionado, o que dificultava em muito o entendimento do que estava sendo falado por todos os “atores” envolvidos no julgamento. Alguns estudantes, que eram maioria no salão, reclamaram bastante e se consolaram com a atenuante da futura mudança de endereço do Fórum para novas instalações. Até um rato, não foi camundungo não, foi rato mesmo,  foi visto descendo as escadas e depois de deixar uma repórter de uma equipe de TV em pânico, ele voltou subiu as escadas novamente, e se refugiou nas salas da Promotoria.

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Além da presença maciça dos estudantes de direito, com destaque para os estudantes da Universidade de Itaúna que era maioria, estiveram presentes também, muitos parentes e amigos dos dois réus, além da família da vítima, do segundo casamento que compareceu em peso, já do primeiro casamento de Dinho Mourão, só quem esteve presente foi Alvimarzinho Mourão, acompanhado da esposa. O fato é que na parte da manhã e à tarde o salão esteve lotado, em alguns momentos até sem lugar para sentar, já a noite e à medida que os ponteiros do relógio iam avançando, o salão foi esvaziando. Mesmo assim, quando a sentença foi lida pelo Juiz Dalton Negrão, exatamente à 01 hora da madrugada, a frequência era alta para o horário.

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Na parte da manhã foram ouvidas várias testemunhas e exibido vídeos e áudios, para depois entrar a promotoria que se ateu mais aos dados técnicos do julgamento, rememorando datas, horas, enfim repassando quase todos o processo, que é um calhamaço de vários volumes. Ao final a Promotora pediu a condenação dos réus e posteriormente foi chamado o advogado Bruno Cesar.

O advogado Bruno César contratado pela irmã de Dinho Mourão, Maria Tereza, para atuar como assistente de acusação do MP após uma brilhante, opinião de quase todos no salão, atuação afirmou pelos elementos dos autos, “não tenho dúvidas de que os dois, Felipinho e Saulo são culpados, assim com Breno que será julgado no seu devido tempo”.

Sobre o episódio no dia do crime o advogado ressaltou: “Saulo admitiu que efetivamente foi buscar Felipe em sua moto e os policiais militares detectaram posteriormente que o cano da moto estava ainda quente e o estranho é que a polícia não foi lá atuar, pois já estava rolando no meio da bandidagem a participação dele no crime”.

O assistente de acusação criticou ainda que a perícia tivesse sido feita por particulares, no caso pela parte do acusado de ser o mandante Breno Luchesi Mourão, sem que houvesse garantia da integridade do material: “Qual a garantia da sua originalidade”, questionou.

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Finalizou reforçando o pedido do Ministério Público, pedindo a condenação dos réus, Felipinho e Saulo.

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Na sequência do julgamento, foi a vez da Defensoria Pública, através do defensor Luís Fernando, que atuou defendendo Luís Felipe Gonçalves

Na sequência do julgamento, foi a vez da Defensoria Pública, através do defensor Luís Fernando, q ue atuou defendendo Luís Felipe Gonçalves, afirmou que a gravação particular não poderia star nos autos e o Ministério Público permitiu.

E disse: “Alguém está mentindo neste processo. Tenho provas cabais que no dia do crime Luis Felipe estava em outro lugar. Não vi em momento algum o Ministério Público e nem o assistente de acusação levantar a questão do falso testemunhas de pessoas de depuseram aqui e estavam claramente mentindo”, e citou o nome de algumas pessoas que em sua opinião estariam mentindo.

O advogado criticou também o acordo do Delegado Leonardo Pio, por seu acordo com Willian: “Willian e Luis Felipe estavam juntos, e só que foi preso foi Luis Felipe, por que Willian foi absolvido pelo TJMG”.

O defensor público, veementemente encurralou o delegado Leonardo Pio, dizendo que na época ele só tinha um mês, ainda estava em estágio probatório, “ele conduziu o inquérito equivocadamente – Ele erro que assuma o erro, peça desculpas. E a testemunha Alexandre Vidal de Araujo, falou que estava sendo pressionado pelo delegado – E não é novidade no Brasil réus serem pressionados por autoridade, novidade não é! – Ele começou em uma linha e depois mudou tudo”.

Luís Fernando continuou com sua “metralhadora” em direção a atuação da Policia Civil: “A Polícia não fez o papel que devia, por pressão, por inexperiência. Ressalto aqui a pressão de cidadãos tendo acesso a cidade administrativa para pressionar, ir em gabinete de autoridades”

Ao final da defesa, Luís Fernando, pediu a absolvição de Felipinho: “Condenar Felipe é um atestado de impunidade, por que o verdadeiro autor está aí entre nós, na sociedade – A Defensoria Publica de Minas Gerais pede justiça. E pede a absolvição de Luís Felipe”.

A defesa de Saulo, que foi particular exercida pelo advogado Dagmar José Pereira, começou a defesa do seu cliente dizendo que o que estava em julgamento era a vida de uma pessoa que estava em jogo. Mas fez um relato de Dinho Mourão, pois segundo o advogada, ele o conhecida pessoalmente, e foi contundente, desqualificando a afirmação do delegado que levantou no inquérito dúvidas quanto a opção sexual de Dinho Mourão, dizendo ser ele um homossexual e que teria tido caso tanto com Felipinho quanto com Saulo e isto que teria facilitado, supostamente a entrada de Felipinho no Motel Volare, do qual Dinho era proprietário. Dagmar disse que muito pelo contrário isso não existia, Dinha era muito mulherengo, e na remota possibilidade de ser, ele com sua posição social, iria querer dois pés rapados, como Felipinho e Saulo.

“Era a polícia quem deveria entrar primeiro no motel e não outra pessoa. Por que diante das denúncias e evidencias a policia não fez busca e apreensão na casa de ninguém – Outra coisa Willian disse que prestou depoimento sobre tortura – Sabe por que Saulo está preso? Por que é pobre e negro. E o que queremos aqui é fazer justiça – Porque o delegado não colheu as digitais no veículo – Por que Saulo deu um primeiro depoimento e depois deu outro, simples, por que foi pressionado”, afirmou Dagmar na defesa de Saulo.

Na tréplica o advogado de Saulo reforçou a defesa de Saulo, dizendo que diferentemente do órgão acusador a defesa prova a inocência de Paulo: “O delegado falou que viria uma equipe de perito da UFMG, só que não veio – A acusação foi canalha esta querendo condenar por condenar e nós queremos absolvição dos acusados por que eles não cometeram crime. Alguém cometeu e não foram eles”. Em alguns momentos o advogado de Saulo, que foi contratado esquecia e também defendia Felipinho.

Também na tréplica o assistente de acusação, o advogado contratado pela irmã de Dinho Mourão, Maria Teresa, afirmou que a relação de Dinho Mourão com os filhos do primeiro casamento era conflituosa. E que foi extremamente penoso e triste para Maria Teresa saber que Breno foi acusado de ser o mandato do crime, contra o seu próprio pai, pois Breno chegou a morar com ela (Maria Teresa), em Belo Horizonte em uma época que ele teria tido envolvimento com drogas. Maria Teresa, deixou claro para o advogado contratado que se tivesse que cortar na própria carne, ela cortaria, e foi o que aconteceu e está acontecendo.

“A defesa (Breno) fez chiliques, foi para a Assembleia, fez Audiência Pública, levou os acusados para Belo Horizonte sem a presença de um advogado, resultado, foi tudo arquivado”

Em determinados momento tinha-se a impressão que o julgado, o réu era na verdade o delegado presidente do inquérito na época, Leonardo Pio “Não foi feito o exame de corpo de delito, para saber se houve ou não tortura por parte do delegado – Se o delegado tivesse levado a serio a investigação, o resultado seria outro – O Saulo logo que foi pego, no primeiro depoimento ele nega, no segundo, ele muda tudo, e agora diante do juiz volta a negar – Willian fez um acordo com o delegado de delação premiada e estranhamente não está aqui – O que foi perpetrado com esses meninos, foi canalhice”, Afirmou Dagmar, advogado de Saulo.

Ao final, depois que todos, tanto a defesa quanto a acusação já tinham cumprido seus papeis no julgamento, por volta das 23h20min. Diante da limitação das dependência do Forum, que não tem uma sala privativa para o corpo de jurados, o juiz pediu que todos saíssem do salão do Juri, que só foi reaberto às 01h da madrugada desta quinta (10). Quando o juiz Dalton Soares Negrão, leu a sentença que condenou ambos a 14 anos de prisão em regime fechado, concedo-lhes o direito de recorrerem em liberdade. Somente Saulo continuou preso, por outro crime que cometeu logo após o assassinado de Dinho.

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