Ele contestou ainda o parecer apresentado pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) favorável à recondução sob a alegação de que os senadores não possuíam todas as informações necessárias para decidir.
Segundo Collor, Janot omitiu da documentação entregue à CCJ informações sobre a sua conduta, como por exemplo, que é alvo de investigações no TCU (Tribunal de Contas da União) e no próprio Senado, onde tramitariam cinco petições contra o procurador.
O presidente da comissão, senador José Maranhão (PMDB-PB), chegou a acatar as informações apresentadas por Collor mas disse que elas seriam usadas apenas como subsídio para a relatoria porque, como se trata de uma votação secreta, o senador não poderia indicar formalmente o seu voto.
De acordo com senadores próximos a Collor, ele resolveu voltar à comissão para constranger o procurador durante a sabatina. Como suplente, Collor pode participar das discussões mas só terá direito a voto se algum senador do seu bloco estiver ausente. Fazem parte do bloco e são titulares na CCJ os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Magno Malta (PR-ES) e Eduardo Amorim (PSC-SE).
Nesta segunda (24), Collor voltou a atacar o procurador da tribuna do Senado. Em discurso de cerca de 40 minutos, o senador classificou Janot como “sujeitinho à toa”, “fascista da pior extração” e “sujeito ressacado, sem eira nem beira”. O senador afirmou ainda que Janot tenta constranger o Senado.
Ele afirmou ainda que a PGR tenta implantar um estado policialesco, cometendo “abusos inomináveis”. “Estamos diante de um sujeito ressacado, sem eira nem beira. […] Trata-se de um fascista da pior extração”, completou. Esta não foi a primeira vez que Collor foi agressivo com Janot.
Em outro discurso recente, xingou Janot de “filho da puta” quando se defendia das acusações de que um grupo ligado a ele teria recebido R$ 26 milhões em propina no esquema de corrupção da Petrobras.
Caso Janot seja aprovado pela CCJ, ele ainda terá que passar pelo crivo do plenário do Senado, onde terá que obter, pelo menos 41 votos favoráveis à sua recondução, de um total de 89 senadores. Ele não se pronunciou sobre as acusações feitas por Collor.






