Collor enxerga um cenário semelhante ao da primeira eleição presidencial pós-redemocratização em que praticamente todos os partidos lançaram candidatos. Em 1989, o PT foi de Lula, o PDT lançou Leonel Brizola, Collor concorreu e venceu pelo novato PRN, o PSDB teve Mário Covas, mas também foram candidatos nomes como Paulo Maluf, Roberto Freire, Ulysses Guimarães e Guilherme Afif Domingos.
Desta vez, além das candidaturas já postas, de Dilma, Aécio, Campos e Marina, há ainda outras possibilidades. O senador Cristovam Buarque, por exemplo, sonha em concorrer pelo PDT. DEM e PPS também demonstram insatisfação com a filiação automática aos projetos do PSDB. E a base política do governo Dilma pode se fragmentar, se Campos vier mesmo a ser candidato.
Nas suas pesquisas, Collor constatou uma boa acolhida em todos os estados da região Sul, no Nordeste e também em São Paulo. Aos amigos, ele tem dito que, num cenário fragmentado, ele poderá ao menos enriquecer o debate democrático e se colocar novamente diante dos olhos do público para que seu governo seja novamente julgado. “Será que foi justo tirar um presidente por uma Fiat Elba?”, ele tem dito aos amigos.
Curiosamente, como senador, Collor foi um dos parlamentares mais solidários a seus algozes do passado. No julgamento da Ação Penal 470, ele diz ter assistido uma injustiça semelhante ao do seu processo de impeachment, num processo conduzido pela oposição, em parceria com os meios de comunicação.
No Congresso, ele conquistou a simpatia de parte da esquerda, ao liderar o movimento pelo impeachment do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e também pelas convocações de empresários de mídia, como Roberto Civita, e de jornalistas, como Policarpo Júnior. Mesmo tendo sido vencido nesses dois debates, Collor marcou posição. E acredita que seus 16% vão muito além de um simples recall.
Se não houver espaço, Collor terá ainda, em 2014, duas alternativas: uma nova disputa ao Senado, contra Heloísa Helena, do Psol, ou o governo de Alagoas, onde o atual gestor Teotônio Vilella Filho, do PSDB, vive um mau momento.
Com informações do 247






