Os dados estão disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e levam em conta apenas a remuneração fixa, como salário e pró-labore, benefícios diretos e outros custos. Bônus e participação nos lucros não foram contabilizados.
Se os R$ 25,3 milhões fossem divididos igualitariamente – o que normalmente não ocorre – em 2015 cada diretor da Latam receberia em média R$ 171 mil por mês, ante os R$ 129 mil de 2014. Naquele ano, o diretor mais bem remunerado da companhia recebeu R$ 323,7 mil por mês, já contabilizados bônus e outras remunerações variáveis.
Sem aumento real
O vice-presidente de Finanças e Gestão da TAM, Daniel Levy, argumenta que o aumento de 32% não significará um ganho real para os diretores, pois o real se desvalorizou 35% em relação à cesta de moedas do grupo (que inclui os pesos argentinos e chileno, o sol peruano).
“Também tivemos algo em torno de 7% a 8% que é referente ao repasse de inflação aos salários”, diz Levy, em entrevista ao iG. “Nas nossas projeções internas em Paridade de Poder de Compra [método que leva em conta o custo de vida] a nossa massa de compensação de executivos, até em função de trocas de executivos – mais juniors assumiram posições –, temos por executivo uma remuneração em valores reais menor.”
Levy admite também que a Latam pode rever as remunerações dos executivos para baixo. “Fizemos essa projeção mas ela também é sujueita às intempéries do mercado”, diz o vice-presidente. “Não significa que [a companhia] não vá revisar os salários dos executivos, principalmente dos executivos no Brasil em função das condições macroeconômicas.”






