O prefeito em entrevista coletiva, nesta última quarta (11), acompanhado do presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja e do vereador Adilson Quadros, líder do governo, além do secretário de obras, Drayfus Rabelo, da procuradora Taciana Alcântara de Carvalho e de um engenheiro responsável, falaram sobre toda operação que envolve o problema da iluminação pública no município.
Vladimir disse que a transferência da responsabilidade da iluminação pública para o município, na verdade a cidade ganhou foi um grande passivo, que não é nada simples de ser administrado, por que requer um certo grau de “expertise”. E a seguir explicou, que são três frentes de trabalho, a manutenção, a “efientização” e a extensão, e no seu entendimento, por serem complementares deveriam estar em um mesmo contrato. Contudo o Tribunal de Contas determinou que fossem feitas três licitações, uma para cada tipo de frente de trabalho. Com isso foi preciso fazer o desdobramento em três partes.
O chefe do executivo, continuou explicando que no mercado existem poucas empresas que executam tal tipo de serviço e com preços muito diferenciado, e diante da gravidade da situação, a cidade às escuras, resolveu que seria melhor pegar um atalho, que é a participação em um consórcio que já está em andamento e descobriram o CIMVALP – Consórcio Intermunicipal Multisetorial do Vale do Piranga, da cidade de Ponte Nova, com várias cidades participando, entre as quais Acaiaca, Abre Campos, Alvinópolis, Amparo da Serra, Araponga, Cajuri, Canaã, Caputira, Diogo Vasconcelos, Dom Silvério, Guaraciaba, Jequeri, Mariana, Oratórios, Paula Candido, Pedra do Anta, Ponte Nova, Porto Firme, Raul Soares, Rio Casca, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Santo Antônio do Grama, São Miguel do Anta, São Pedro dos Ferros, Sem Peixe, Sericita, Teixeiras, Urucrânia e Viçosa.
No dia 20 de fevereiro em Assembleia Geral, o presidente do CIMVALPI, Frederico Brum aprovou a entrada de mais três municípios no consórcio, entre eles está Divinópolis.
A partir de então, para acelerar o processo e não deixar que o breu tome conta da cidade, com mais lâmpadas queimando e deixando a cidade no escuro, o Executivo tomou a decisão de enviar o projeto EM-012/2015 para ser votado, na expectativa que o projeto fosse aprovado autorizando o município a integrar o consórcio. Acontece que, já na leitura do projeto os vereadores se manifestaram contrario a adesão do consórcio.
O que levou que técnicos da Prefeitura fossem até a Câmara para explicar a complexidade e a urgência da aprovação do projeto que tira a cidade da escuridão. Mesmo assim, não demoveram os vereadores, que insistem em fazer licitações. E com isto todo o processo será atrasado e a cidade continuará mais tempo no breu e demorará ainda mais, se após a licitação, alguma empresa participante não concordar e entrar na justiça contestando o resultado. Esse é um dos riscos.
Para atender os vereadores o prefeito resolveu fazer a licitação no dia 25 e 26 ainda desse mês, contudo não vai retirar o projeto que está nas comissões para ser analisado, pois se os preços que vierem a ser apresentados nas propostas forem superiores ao que está sendo praticado pelo consórcio, o projeto poderá entrar na pauta para ser votado, já que o preço do consórcio é menor. E ainda existe a expectativa que os vereadores possam rever suas posições previamente manifestadas na leitura do projeto e concluírem que existe uma grande urgência que a cidade saia da escuridão e resolva votar pela aprovação da adesão ao CIMVALPI.
Leia o projeto EM-012/2015 na íntegra
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