Legalidade do “CANCELAMENTO DO CARNAVAL” por decreto, é discutida em reunião de Prefeitos

Publicado por: suporte

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O Carnaval de Oliveira foi cancelado, segundo Antônio Penido, assessor do prefeito João da Madalena, mais por medida preventiva do consumo de água na cidade, que aumenta consideravelmente no período de momo. Somou-se à decisão o fato de outras cidades também terem comunicado que estariam cancelando a participação oficial do município no Carnaval, retirando todo infraestrutura que as prefeituras oferecem em tal época.

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A primeira cidade que cancelou o carnaval, foi Claudio, a seguir foi Formiga e depois Itapecerica e Oliveira entre outras como Itaguara, São Gonçalo do Pará, Passatempo, Itabira, Carmópolis de Minas, Matheus Leme, Formiga Santa Maria de Itabira, Arcos, Piracema e Recreio, além das cidades que participaram da reunião realizada em Claudio nesta sexta-feira (30).

Cada cidade que “proibiu” o Carnaval emitirão um decreto do que pode ou não ser feito no município por ocasião da festa. O prefeito de Claudio afirmou que os direitos individuais serão preservados, mas é preciso salientar que os interesses públicos estarão acima, afirmou José Rodrigues.

José Rodrigues, disse  ainda que através de pesquisa detectou que os claudienses preferiram realizar o pré-carnaval neste proximo fim de semana que o Carnaval em sua data normal, e com isto o município vai economizar 40%. “A crise não começou hoje e não vai terminar com as próximas chuvas”,. Finalizou.

Altair Junior, prefeito de São Francisco de Paula, disse que ao tomar a decisão de não realizar o Carnaval, o município vai economizar cerca de R$ 130 mil reais, e este dinheiro será usado, por exemplo, na saúde. “Nós não podemos pensar só em votos”, afirmou.

O prefeito de Carmo da Mata, Valmir Resende Junior, contou que tomou a decisão de não realizar o carnaval, após tomar conhecimento que várias cidades ao redor de Carmo da Mata não iria mais realizar o Carnaval, mais foi decisivo quando muitas foliões começaram a ligar para a cidade, em busca de hotéis e locais para áreas de camping. Então, ele teria ficado apreensivo com o volume de pessoas que a cidade poderia receber.

Ao tomar a decisão de cancelar o Carnaval, Valmir disse que tem o apoio da maioria da população, mas teve um caso de um rapaz que nas redes sociais incitou outras pessoas a colocar fogo na Prefeitura. Ele imediatamente identificou o revoltado carmense e avisou ao Ministério Público sobre a ameaça. Ele quer usar os recursos do carnaval em uma nova estação de captação de água.

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Antônio Julio, prefeito de Passa Tempo informou que os recursos que seriam usados no Carnaval serão destinados para outras áreas, e que a situação financeira do município pessou muito e ainda que tem o apoio de 90% da população.

Antônio Penido, assessor do prefeito de Oliveira, deixou claro que faltou investimentos hídricos por parte do município, que já deveria ter sido realizado há cerca de 20 anos e isto está refletindo agora, embora é necessário que tenha chuva. O cancelamento do Carnaval no seu município é pela situação da água, segurança pública e também financeira. Explicou sobre a caótica situação de falta d´água que o município passou em novembro e dezembro de 2014. Falou também do efeito cascata, “Oliveira está entre as 10 cidades mineira com maior tradição de Carnaval, se as outras cidades ao redor não realizam o Carnaval, seria o verdadeiro caos na nossa cidade”, continuou Antônio: “Temos 15 blocos que estão ameaçando ir para as ruas no carnaval, baseado no decreto a polícia vai impedir. Não é questão de radicalismo, é necessidade – Vamos fechar o centro para veículos e carros de som, e a polícia vai coibir.”

“Não vamos conseguir resolver o problema hídrico dos municípios, sem a participação do governo do estado e do governo federal”, afirmou o prefeito de Itaguara, Alisson Diego Batista.

Também foi consenso entre os prefeitos, de que não adianta fazer reservatórios se as chuvas não “vierem”.

Por fim, a preocupação de todos os prefeitos, inclusive do representante da Policia Militar, presente na reunião é que os foliões, mesmo com a recomendação do Ministério Público, respectivamente em cada cidade, não obedeçam os decretos assinados pelo Executivo. E mesmo assim, com ou sem decreto assinado, coloquem o bloco na rua.

 

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