O empenho estimativo ultrapassa o término da administração do atual prefeito, Vladimir Azevedo, em 31 de dezembro de 2016, já que o contrato foi formalizado por 60 meses de uma licitação que ocorreu no dia 5 de setembro em que a OS da Santa Casa de Caridade de Formiga venceu um único concorrente por apenas mil reais de diferença.
O secretário de Fazenda, Antônio Castelo, na sexta-feira (05), afirmou não ter conhecimento sobre o contrato e tão pouco sobre a publicação do Diário Oficial, por que a parte financeira da Saúde não passa por ele. Mas explicou que no mês a mês, após a emissão de notas fiscais pelo prestador do serviço, e a emissão de nota de liquidação pela prefeitura, confirmando se o produto ou o serviço foi entregue, é feito o empenho ordinário para o pagamento efetivo. Mas não deixou de estranhar o empenho total de R$ 95.940 milhões.
O valor mensal do contrato do município de Divinópolis, com a Organização Social Santa Casa de Caridade é de R$ 1.599.000,00 (Hum milhão quintentos e noventa e nova mil reais) que ao ser multiplicado por doze meses, o resultado será o valor anual de R$ 19.188.000,00 (Dezenove milhões, e cento e oitenta e oito mil reais), vezes os 60 meses (5 anos), dá o valor de construir mais um hospital regional, R$ 95.940.000,00 (Noventa e cinco milhões, novecentos e quarenta mil reais).
Segundo cláusulas do contrato, que ninguém viu, todas as despesas inerentes à UPA Padre Roberto, inclusive a de pessoal, devem ser pagas pela Organização Social de Formiga, que é dirigida pelo médico Geraldo Couto, que por sua vez é o gestor da UPA. A balburdia é tremenda na área de saúde, que o onipresente médico Geraldo Couto, contrata ele mesmo, que por sua vez fiscaliza e paga. Só dá ele em todas as pontas da saúde, inclusive no Hospital São João de Deus que recebe pacientes da UPA. É bagunçado ou não é? Além de gerar uma série de desconfiança que só a população enxerga, ninguém mais.
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