A manifestação deste sábado (01) foi convocada através de redes sociais, com ponto de encontro em frente ao MASP.
Algumas das forças mais reacionárias da direita estiveram presentes, segundo a Folha o empresário do Partido Social Cristão, Paulo Martins foi um dos destaques da manifestação. Lobão que disse que iria embora se Dilma vencesse as eleições, mas mudou de ideia, disse apoiar a recontagem dos votos.
Um grupo de tucanos pediam o impeachment de Dilma e defendiam um novo golpe militar no pais. Segundo texto da folha, os peessedebistas teriam dito: “É necessária a volta do militarismo. O que vocês chamam de democracia é esse governo que está aí?”, criticou o investigador de polícia Sérgio Salgi, 46, que carregava cartaz com o pedido “SOS Forças Armadas”.
Os manifestantes diziam que o resultado das eleições deste ano de ser a “maior fraude da história” e o PT de ser “o câncer do Brasil”. “Pé na bunda dela [presidente], o Brasil não é a Venezuela”, gritaram.
Sob aplausos, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), foi apresentado ao microfone como “alguém de uma família que vem lutando muito pelo Brasil”.
Em discurso, o parlamentar disse que, se seu pai fosse candidato a presidente, ele teria “fuzilado” a presidente. Segundo ele, Jair Bolsonaro será candidato em 2018 “mesmo que tenha de mudar de partido”.
“Eu voto no Marcola, mas não voto na Dilma, porque pelo menos o Marcola tem palavra”, disse, em referência a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos chefes da facção criminosa PCC.
A manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar e pela chamada “Tropa do Braço”, escalada para eventos de rua.
No microfone, o perito Ricardo Molina também acusou ter havido fraude no resultado das eleições presidenciais deste ano. “As urnas foram fraudadas, qualquer um que não seja analfabeto sabe disso”, criticou.
Ao final da caminhada, por volta de 17h30, já próximo ao Monumento às Bandeiras, houve uma ameaça de racha entre favoráveis e contrários à intervenção militar.
Alguns manifestantes que participaram da concentração na avenida Paulista subiram em um segundo carro de som, que aguardava próximo ao parque Ibirapuera, e iniciaram uma discussão com o primeiro veículo, que participou de toda a caminhada.
“Vocês estão querendo desviar, isso é sacanagem, aqui não tem político”, disse um manifestante no segundo carro.
“Ninguém é a favor de golpe”, respondeu Lobão, no primeiro carro.
Ao fim, após uma rápida discussão, chegaram a um acordo e seguiram juntos com o movimento. “Todos aqui se respeitam, nós só queremos o bem do Brasil. Não podemos aceitar discórdia”, pediu Paulo Martins.
O vice-presidente nacional do PSDB e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse neste sábado (1º) que nem a sigla nem a direção da campanha do senador Aécio Neves (MG) incentivam, organizam ou dão suporte às manifestações contra a presidente Dilma.
Para Goldman, um dos críticos mais duros do PT no partido, seria uma “irresponsabilidade” compactuar com esse tipo de ato. Ele afirma que o país está com os ânimos inflamados. “Até por conta do tipo de campanha, muito suja, muito pesada, que o PT fez primeiro contra a Marina Silva (PSB) e depois contra o Aécio. Mas nem isso justifica um pedido de impeachment da presidente”, avaliou.
Ele ressaltou ainda que, apesar de o partido ter pedido uma auditoria especial no TSE sobre a apuração dos votos, não há indício de fraude eleitoral. “Apenas uma constatação de que o acompanhamento de todo esse processo é deficiente e pode ser melhorado”, afirmou.






