Helvécio Magalhães, quando foi secretário Nacional de Atenção à Saúde, acompanhou e conheceu os problemas de gestão do Hospital São João de Deus de perto. Disse que a fragilidade da gestão municipal impediu que qualquer medida mais estruturante tivesse sido tomada, desde que fosse com transparência e decência, não para servir interesses menores e interesses privados. E sim os interesses legítimos da saúde de Divinópolis e região.
|
{youtube}x9y7NhkO8Lk{/youtube}
|
O ex-Secretário Nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães em entrevista para o Divinews, explicou: “O Ministério da Saúde foi chamado pela população de Divinópolis e pelos médicos abrindo uma discussão clara com o gestor municipal que é o responsável pela gestão do hospital como contratador do hospital, com o Ministério Público e com o governo do Estado. Colocamos todos os recursos à disposição”.
“Eu participei pessoalmente dessa gestão do SUS em Divinópolis, mas a fragilidade da gestão municipal, impediu que qualquer medida mais estruturante, além da dificuldade de apoio do governo do estado, pudesse levar adiante esta empreitada de recuperar o HSJD. Mas com transparência e com decência não servir interesses menores e interesses privados, e sim os da saúde de Divinópolis e região”, disse Helvécio.
O ex-Secretário muito preocupado com a situação de Divinópolis, continuou: “A saúde de Divinópolis está muito doente, além do São João de Deus nós temos um hospital estadual, com um esqueleto ainda, não terminado. A Atenção Básica está sob a auditoria do Ministério da Saúde, portanto é uma situação dramática que reflete uma saúde aquém do que sua população merece”.
Portanto, o aporte de recurso está a disposição. O Ministério Público sabe disso. É preciso voltar com o gestor municipal que é o responsável pela contratação do hospital filantrópico, claro nas regras do SUS, o governo do estado, e certamente a atual gestão do Ministério da Saúde estará a disposição para repactuar o que for necessário para manter o hospital funcionando, apesar dos desmandos da administração anterior e a ineficiência da gestão municipal.
ATUALIZAÇÃO: Segundo fonte, na reunião que aconteceu em Brasilia, representantes do Ministério da Saúde teriam reafirmado a posição de não repactuar a tabela SUS, enquanto houver a intervenção administrativa proposta através de um Termo de Ajustamento de Conduta em que o Ministério Público, Promotoria das Fundações, nomeou na verdade o Instituto Axis, que tem uma consultoria com nome fantasia de DICTUM.






