Por Jairo Gomes: Record! Aguapés próximos da Ponte Dona Elvira (Esplanada/Porto Velho).

Publicado por: suporte

No dia 26 de agosto, a equipe do prefeito montou um circo para fazer de palhaço (exceto o Divinews) toda a mídia de Divinópolis que acreditou na lorota armada.

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Depois do espetáculo de apresentação da balsa, retornou as embromações por parte da administração pública no que diz respeito à entrada da balsa no leito do Rio Itapecerica.

Primeiro a falta do seguro marítimo, era necessária a vinda de um representante da seguradora à Divinópolis, para observar os testes e só assim liberar o seguro. Depois quebrou uma peça, em seguida arrebentou uma correia. Posterior ao teste, a balsa caiu do caminhão e outra peça quebrou. Tudo isso para atrasar o início da retirada dos aguapés, que diga se de passagem, até a presente data sequer uma folha foi removida.

Se a balsa veio do sul de Minas, como o prefeito Vladimir nos quis fazer acreditar, se a mesma trabalhava noutra cidade, já havia sido testada e viria com o seguro marítimo regularizado. Teria a homologação da Capitânia dos Portos (Pirapora MG) e depois das devidas licenças ambientais, deveria ter sido imediatamente posta no leito do Rio Itapecerica e não haveria a necessidade de testes.

Se a balsa veio do sul de Minas, não existe uma explicação lógica de como passou pelo sistema de pedágio, sem ser vista antes de ser apresentada na antiga siderúrgica São Marcos. Todas as mentiras tem um responsável o prefeito Vladimir que deve arcar com as consequências. O mesmo decretou estado de emergência para se livrar do processo de licitação e contratar uma balsa que viria do sul de Minas, mas na verdade procurou uma empresa de Divinópolis, denominada Máquinas Pesadas Silva, localizada na MG. 050.

Se balsa veio depois de prestar serviços no sul de Minas, aqui aportou sem sequer um arranhão, mas sem o assento agudo nas palavras aguapés. Agora a conversa é a de que a balsa foi montada exclusivamente para operar no Rio Itapecerica, ou seja, será testada e Divinópolis servirá de cobaia. Se observarmos que capacidade da balsa é a de retirar 150 m² de aguapés por hora, se dividirmos 85.000 m² por 1500m²/dez horas dia trabalhado, resultaria em 566.67 horas ÷ 10 = 56 dias, 06,07 seis horas e sete segundos, que correspondem menos de dois meses, isso se balsa funcionar todos os dias, de segunda a segunda sem dar pane.

Não podemos esquecer: “a prevenção custa menos que a reparação.” É inadmissível concordar com o fato de que para corrigir um erro grosseiro e toda a atrapalhada que o prefeito Vladimir construiu, será gasto desnecessariamente R$ 250.000,00 do erário público. Se os aguapés realmente for retirados, caso o transporte da matéria orgânica seja terceirizado, a conta total pode ultrapassar as cifras dos R$ 500.000,00.

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Não dá para entender o porquê de o prefeito Vladimir desgastar tanto a imagem pessoal, assim como a de político/gestor público, com mentiras e com algo que a princípio era de simples solução. Bastaria medidas previas, duas canoas descendo pelas duas margens do rio, com homens munidos de equipamentos de proteção e ferramentas adequadas para desprender os aguapés e os cipós d’ água até que chegassem num ponto predeterminado, onde estaria uma barreira flutuante que conteria as plantas aquáticas, para a paulatina retirada destas plantas, antes do início do período chuvoso.

A opção de aguardar que a chuva do ciclo 2013/2014 fosse à solução do problema, foi descabida e resultou na maior infestação de aguapés registrada em toda a história de Divinópolis. O curioso é que as duas mais graves incidências do fenômeno (uma no ano de 2010 e a outra 2013/2014), se deram nas gestões do prefeito Vladimir.

No ano de 2010, além de atingir a região dos choppings, o Bairro Candelária, a proliferação também se deu a partir das pontes de ferro centro/Niterói, até uns 70 metros a jusante da Ponte Dona Elvira que liga o Bairro Esplanada ao Bairro Porto Velho. A época a solução veio da natureza como o período chuvoso 2010/2011. O prefeito Vladimir parece que não aprendeu com a lição de 2010, com isso quebra o próprio Record de proliferação destas plantas, ao deixar que o fenômeno seguisse por um ano, o que pode fazer com que o nome do nosso administrador público seja indicado para o Guinnes Box.

Caso perdure por mais dias o lenga – lenga no entorno da entrada da balsa no leito do Rio Itapecerica, os aguapés podem ultrapassar a Ponte Dona Elvira. A administração pública tem falado num plano técnico para remover as plantas aquáticas, mas ao que tudo indica a

ação se restringiu apenas na criação de factóides, na preparação da área de acesso da balsa ao leito do rio, para o início da operação, cuja data vem sendo protelada por várias vezes.

Se é que vai funcionar, por que não posicionar a balsa próxima às pontes de ferro da FCA, ou próximo do campo do Guarani, com uma barreira de contenção na Barragem Espírito Santo (centro Niterói)? O papa aguapé atuaria e à medida que estas plantas fossem retiradas, paulatinamente o restante desceria o rio ao encontro desta maquina.

Não foi pensado num plano B para o caso de a invenção divinopolitana continuar com as constantes situações de panes. Não pensaram numa contenção para impedir que os aguapés, as centenas de garrafas pets e outros tipos de lixo flutuantes desçam pela soleira da Barragem Espírito Santo.

Não há respostas dos órgãos competentes da prefeitura em relação aos aguapés que proliferam próximo da sede dos Rouxinóis no Bairro Porto Velho. Não existe um plano para a retirada das plantas aquáticas presentes na Ponte do Gafanhoto, próximo ao Iate Clube e no encontro do Rio Itapecerica com o Rio Pará.

Seguramente que a intenção da administração pública sob a gestão do prefeito Vladimir é a de atrasar ao máximo a retirada dos aguapés para deixar que o período chuvoso resolva estes problemas. Cada dia de atraso representa um dia mais próximo do ciclo chuvoso. Para o caso de os trabalhos de remoção dos aguapés acontecerem apenas nos dias úteis, excluindo 26 dias de sábados e domingos, a operação pode findar no início do mes de dezembro, ou seja, mais de 90 dias. Esta conta é bastante otimista, mas não descarta a possibilidade de a retirada das plantas adentrar no ápice do período chuvoso. Além disso, haveria que contar com a paralisação do processo de produção dos aguapés enquanto a balsa “funciona”.

Tudo indica que estamos sendo enganados em relação à eficácia e a capacidade de a balsa funcionar com sucesso e retirar os aguapés sem que a chuva ou a cheia do Rio Itapecerica participem do processo. Esta seguramente é a intenção da administração pública, atrasar o

processo o quanto puder, por que parece não haver nenhuma preocupação com os constantes protelares e com o desperdício do erário público.

A contratação da balsa é um engodo e confirmar o desrespeito como a população, com toda a mídia local, com o Ministério Público, com o dinheiro do contribuinte e com o meio ambiente. Caso a retirada dos aguapés fracasse por falta de ação do Executivo Municipal, o prefeito Vladimir será responsabilizado por crime ambiental, quando sabedor dos efeitos negativos que a proliferação destas plantas representaria, nada fez para evitar o pior. O agente público não agiu previamente e permitiu que a situação agravasse ao ponto de absurdo. O mesmo está ciente de que o tempo urge e é sabedor de que as chuvas tornam possível que parte do problema seja transferida para outras regiões, podendo chegar ao Rio São Francisco. Além disso, o prefeito pode ser acusado por jogar de forma irresponsável o dinheiro do contribuinte no ralo, ou seja, rio abaixo e por apresentar ímprobo no trato da causa e da coisa pública.

Em tempo
A verdade segue livre e soberana por caminhos retos, enquanto a mentira trilha covarde e sorrateiramente por desvios sombrios e tortuosos. (Jairo Gomes Viana 05/09/2014)

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