SINTRAM: Divinópolis teve repasse de verba federal suspensa por desatualização atuarial do DIVIPREV

Publicado por: suporte


A diretoria do Sintram procurou o superintendente do instituto, Luís Fernando Borges, para verificar os motivos da suspensão do CRP e quais as providências estariam sendo tomadas pela Prefeitura de Divinópolis para regularizar este déficit, que compromete o futuro dos assegurados. No entanto, o superintendente não retornou as indagações do Sintram.

De acordo com informações que chegaram à diretoria do Sintram, o que está ocorrendo é que a Prefeitura paga uma alíquota menor do que a prevista em cálculo atuarial de 2013, ou seja, o município repassa, atualmente, a contribuição devida ao empregador de 12,73%, sendo que o correto  – segundo o último cálculo atuarial – seria um percentual de 15, 02% para assegurar a estabilidade financeira do órgão. Tal déficit representaria mais de R$100 mil/mês aos cofres do Diviprev, o que em oito meses, janeiro a agosto, equivale a R$800 mil.

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Na ata a qual o Sintram teve acesso, é relatado que o Secretário de Governo, Honor Caldas, o Superintendente do Diviprev, Luiz Fernando Borges,  acompanhado da Gestora de Recursos, Rejane Alves se reuniram,  no dia 06 de maio, em Brasília, com o auditor da Receita Federal, Luiz Augusto Tavares e ressaltaram  as dificuldades financeiras  do município e a incapacidade de formalizar a recomendação do Ministério da Previdência do Plano de Custeio, além da não concordância com o último cálculo atuarial.

Verbas suspensas

Ainda no documento, fica clara a motivação dos representantes do município que estariam “preocupados” com a suspensão de repasses federais ao município, devido a essa irregularidade no Diviprev. Sem o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), o município tem suspensa as transferências voluntárias de recursos pela União; o impedimento de celebrar acordos, contratos, convênios ou ajustes, bem como receber empréstimos, financiamentos, avais e subvenções em geral de órgãos ou entidades da administração direta e indireta da União; a suspensão de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras federais; etc.

Após a não emissão do CRP,  o Sintram teve informação que foi realizado um novo contato da Administração com o Ministério da Previdência  que para não prejudicar o município, deu mais de 90 dias para a regularização da situação. Para conseguir este prazo, a Administração enviou um projeto de Lei Complementar (PLEM 003/2014) ao Legislativo, no qual aumenta sua alíquota devida ao Diviprev para 13,50%- novo cálculo atuarial. Destaca-se que este projeto não foi primeiro apresentado ao Conselho Administrativo do instituto, o que é considerado ilegal.

Outra questão importante a ressaltar que o Sintram teve informação é que: o cálculo atuarial de 2013, cuja alíquota era de 15,02% apresentava um déficit atuarial de R$ 300 milhões. O novo cálculo apresentado agora que reduziu a alíquota para 13,50% apresenta um déficit atuarial de cerca de R$500 milhões.

Além disso, foi nomeada uma comissão para avaliar ativos pertencentes a Prefeitura com o objetivo de usá-los para pagar a dívida com o instituto. Compõem essa comissão: Honor Caldas de Faria, Willian de Araujo, Agilson Emerson da Fonseca e Rogério Eustáquio Farnese como representantes da Prefeitura; e Luiz Fernando Guimarães, Juliano Vilela, Rômulo Resende de Miranda, Gustavo Mendes Martins e Cristiano Gomes Pinheiro como representantes do Diviprev.

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Assembleia

Diante dessas informações, o Sintram irá convocar assembleia  com a presença dos Conselheiros do Diviprev para apurar e acompanhar essas medidas.  Os servidores devem ficar atentos e fiscalizar o patrimônio e os conselheiros servidores. O que a diretoria do Sintram não irá admitir é a recusa as informações claras e soluções para problemas que afetam o futuro dos servidores municipais.


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