“Essa prática não tem nada de irregular, mas não é recomendada por especialistas ouvidos por O TEMPO, que alertam para a falta de segurança e as perdas acumuladas de rendimentos financeiros. Segundo o Tribunal Regional de Minas Gerais (TRE-MG), como não existe padronização para a declaração de bens a ser entregue junto com o registro de candidatura, declarar que os valores estão guardados em casa não é obrigatório”.
“Na Assembleia, entre os 74 parlamentares que são candidatos neste ano, 31 – o equivalente a 41% – mantêm parte das suas fortunas em casa. O deputado estadual que declarou o maior valor em espécie foi Gustavo Corrêa (DEM), com R$ 689 mil em dinheiro. O curioso é que o montante equivale a 98,5% de todo o patrimônio declarado por ele à Justiça Eleitoral”.
“Ao ser questionado sobre o motivo de manter toda a quantidade fora do banco, Corrêa afirmou apenas que é uma opção sua e disse que não comentaria o assunto. “Tenho motivos pessoais”, afirmou, irritado”.
“Entre os 55 deputados federais, 15 se mostram mais apegados às cédulas. O principal é Leonardo Quintão (PMDB), que informou possuir R$ 2,6 milhões em espécie. Procurado, ele explicou, por meio da assessoria, que usou como base a lista dos bens que possuía em 2013, e que o montante já foi gasto”.
“A principal alegação dos políticos é a facilidade de ter o dinheiro rapidamente, para momentos de necessidade. Nas próprias declarações de bens, alguns parlamentares fazem questão de deixar claro que as quantias estão guardadas em local seguro, pelo menos é o que garante o candidato à reeleição na Assembleia Celinho do Sinttrocel (PCdoB). Também deputado estadual, Fabiano Tolentino (PPS) informou em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral que guarda “em domicílio” R$ 52 mil em “cash”.
Além do deputado/candidato Fabiano Tolentino, citado na matéria do O Tempo, outros candidatos com domicilio eleitoral em Divinópolis, também adotam tal prática, como os deputados federais Domingos Sávio (PSDB) que informou ter R$ 130 mil em espécie e Jaime Martins, R$ 30 mil reais, enquanto Jorge Torquato, não informou ter nenhum dinheiro em espécie.
Já entre os candidatos a deputado estadual nenhum deles “guarda dinheiro em baixo dos seus colchões”.
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